Operação investiga fraudes na venda de máscaras em MG

Três empresários de Varginha, a 315 km de BH, são alvos da ação por suspeita de fraude em contratos de materiais para o combate ao coronavírus

Contrato fornecia materiais como luvas e máscaras

Contrato fornecia materiais como luvas e máscaras

Reprodução/Pixabay

O MPMG (Ministério Público  de Minas Gerais) e a Polícia Civil cumprem, nesta quinta-feira (23), mandados de prisão e de busca e apreenção contra três empresários suspeitos de participar de uma organização criminosa que fraudava contratos de fornecimento de materiais para combate à covid-19, em Varginha, a 315 km de Belo Horizonte.

Segundo dados da operação batizada de "Circuit Breake", os alvos da ação são suspeitos de fraudar contratos que forneciam produtos como máscaras, luvas e testes de coronavírus, além de materiais necessários para conter a disseminação da doença. Segundo o MP, as práticas podem se caracterizar como crimes de organização crimonosa, corrupção ativa e fraudes na execução de contratos. 

De acordo com as investigações, a fraude dos documentos já haviam gerado um lucro de aproximadamente R$ 300 mil. O objetivo final dos empresários seria conseguir cerca de R$ 8 milhões.

Bens valiosos como imóveis, veículos de luxo, jóias, jet skis e embarcações foram apreendidos durante a operação realizada no Sul de Minas Gerais.

Três mandados de busca e apreensão já haviam sido determinados e cumpridos para juntar provas contra os comerciantes. Ainda segundo a promotoria, os contratos eram realizados sem licitação, por meio de contratações diretas que foram autorizadas em função da pandemia da covid-19. 

* Estagiário do R7 sob supervisão de Pablo Nascimento