Novo Coronavírus

Minas Gerais 'Perfil do mineiro' evitou mortes por covid-19 no Estado, diz Romeu Zema

'Perfil do mineiro' evitou mortes por covid-19 no Estado, diz Romeu Zema

Governador de Minas Gerais avalia que Brasil teria 60 mil mortes a menos, caso tivesse a mesma taxa de óbitos do Estado

  • Minas Gerais | Do R7

"Quase dobramos a quantidade de UTIs", diz Zema

"Quase dobramos a quantidade de UTIs", diz Zema

Pedro Gontijo/Governo

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, afirmou nesta sexta-feira (11), durante participação na Live JR, que o perfil "desconfiado e criterioso" da população local evitou mais mortes em decorrência da covid-19 no Estado.

De acordo com Zema, Minas Gerais tem hoje a menor taxa de óbito por 100 mil habitantes do Brasil. "Caso o Brasil tivesse a nossa mesma taxa, teríamos poupado mais de 60 mil vidas", afirmou aos jornalistas Celso Freitas, Eduardo Ribeiro e Luiz Gustavo. De acordo com o Ministério da Saúde, Minas Gerais contabiliza 242.533 casos e 242.533 mortes causadas pela doença respiratória.

Ele também atribuiu o bom desempenho de Minas Gerais no combate à pandemia a medidas preventivas tomadas como forma de impedir que o pior acontecesse. "Nós quase dobramos a quantidade de UTIs do Estado", afirmou ele, que reconheceu ter se preocupado com o avanço da doença no mês de agosto.

Questionado sobre o que o Brasil poderia ter feito para conter o avanço da pandemia, Zema disse que é difícil avaliar um cenário que não presenciou. Ele, no entanto, comparou a situação a um incêndio florestal. "Se você reage rapidamente, consegue deter ou controlar aquele primeiro foco e passa a ter um controle sobre o incêndio. Se você demora e esse foco se expande, fica muito difícil", disse ele.

Ao comentar sobre o retorno das aulas no Estado, Zema disse que isso só acontecerá quando houver segurança. "Temos observados continuamente a quantidade de leitos demandados e disponíveis. É isso que vai determinar [a volta às aulas]", garantiu ele.

Privatizações

Zema também garantiu ter planos de amplias as privatizações em Minas Gerais. "Minha visão é de que o Estado precisa ser forte e atuar na segurança, na saúde e na educação. Quando se começa a diluir esforços, ele acaba atuando não tão bem nessas três áreas", pontou.

Ele ressaltou que ouve diversas queixas de que empresas que gostariam de ampliar a capacidade de produção não conseguem devido à limitação da disponibilidade de energia. "A Cemig foi exaurida financeiramente ao longo dos anos e não consegue ficar atualizada diante da necessidade dos investimentos demandados", disse ele.

Segundo Zema, restam duas alternativas à empresa de energia. "A Cemig continua controlada pelo Estado e sem condições de investir porque o Estado está quebrado ou nós privatizamos a Cemig com o compromisso de exigir que o novo controlador faça os R$ 15 bilhões de investimentos que ela precisa", avaliou.

O governador disse ainda que as privatizações vão começar por onde a Assembleia Legislativa de Minas Gerais achar mais adequado. Cabe também aos parlamentares alterar a regra de que as concessões só podem ser realizadas com apoio da população mineira.

"Queremos que a Assembleia mude essa parte da Constituição mineira que exige o referendo popular para que ela própria passe a assumir isso. A Assembleia representa o povo", completou ao analisar que "não faz sentido ficar consultando o povo".

As entrevistas acontecem todas as sextas-feiras. O público pode acompanhar ao vivo na Record News, pelo R7 e pelas redes sociais do Grupo Record. Além disso, haverá exibição de trechos no Jornal da Record e no Fala Brasil.

Últimas