tragédia brumadinho
Minas Gerais PF abre inquérito para investigar rompimento de barragem

PF abre inquérito para investigar rompimento de barragem

Investigação vai apurar suposta negligência da Vale, além de homicídio culposo, quando não há intenção de matar

Justiça pediu o bloqueio de R$1 bilhão da Vale

Justiça pediu o bloqueio de R$1 bilhão da Vale

Washington Alves/Reuters

A Polícia Federal em Belo Horizonte instaurou neste sábado (26) um inquérito para investigar as causas do rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho, na região metropolitana da capital mineira.

Além de homicídio culposo, sem intenção de matar, a investigação vai apurar uma suposta negligência da mineradora. Várias diligências serão realizadas, entre elas, a intimação de responsáveis pelo controle de resíduos, estabilidade e fiscalização da barragem. As oitavas serão realizadas na Superintendência da Polícia Federal em Belo Horizonte. 

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Em entrevista exclusiva ao R7, o delegado Luiz Augusto, chefe da delegacia de Repressão a Crimes Contra o Meio-Ambiente e Patrimônio da Polícia Federal em Minas, explicou porque a corporação entrou no caso.

— O inquérito foi instaurado independentemente da competência da Polícia Federal.  Para não perder oportunidades de promover perícias e outras diligências que poderiam ser impossíveis de fazer posteriormente. Além disso, existe a possibilidade real de que a lama atinja o Rio São Francisco, o que atrairia a competência da PF .

Até o momento, as autoridades contabilizaram nove mortos e mais de 300 desaparecidos. Em 2015, na tragédia de Mariana foram 19 mortos no rompimento da barragem da Samarco. Na época, a PF indiciou oito pessoas como sendo responsáveis pela catástrofe. Em seguida, o Ministério Público Federal denunciou mais de 20 pessoas. Ninguém foi condenado pela Justiça.