Minas Gerais PF faz operação e indicia 4 por extração de minério ilegal em MG

PF faz operação e indicia 4 por extração de minério ilegal em MG

Operação Buraco na Pista cumpre seis mandados de busca e apreensão contra quadrilha que extraía minério na BR-040

Para PF, quadrilha disfarçou extração de minério em obra de acesso à BR-040

Para PF, quadrilha disfarçou extração de minério em obra de acesso à BR-040

Divulgação/PF

A Polícia Federal cumpre, nesta quarta-feira (19), seis mandados de busca e apreensão contra pessoas investigadas por extração ilegal de minério em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte. Os mandados foram autorizados pela 11ª Vara Federal, na capital mineira, e são cumpridos nas cidades de Itaúna e Nova Lima. 

A Operação Buraco na Pista é fruto de uma investigação que começou em julho de 2020. Na ocasião, a Polícia Federal identificou que os suspeitos realizaram extração ilegal de minério de ferro simulando atividades de terraplanagem em um terreno que fica às margens da BR-040. 

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Os envolvidos pediram autorização à empresa Via 040, concessionária da rodovia e à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) para realizar obras de melhoria no acesso a um terreno, que fica na altura do km 569. No entanto, de acordo com a PF, em vez da obra, eles teriam retirado minério do terreno, de forma ilegal, já que não tinham licença ambiental para a realização da atividade. 

O R7 mostrou, em dezembro, que o terreno onde a extração ilegal de minério ocorria era de área de Mata Atlântica. 

Durante as investigações, os investigadores da Polícia Federal flagraram seis homens trabalhando no local, com uma retroescavadeira e cinco caminhões. Ao serem surprendidos, os operários confessaram a exploração de minério de ferro.  Ao todo, segundo a PF, eles escavaram 11.700 m³ no terreno. O inquérito conclusivo aponta para uma receita de R$ 5,1 milhões com a exploração ilegal do minério.

Indiciados

Quatro pessoas foram indiciadas por cinco crimes, entre eles o de executar pesquisa, lavra ou extração de recursos minerais sem a competente autorização, crime contra o patrimônio, ocultação de bens provenientes de infração penal, formação de quadrilha e falsidade ideológica. Caso condenados pela Justiça, podem pegar até 29 anos de prisão. Outros três inquéritos policiais estão em andamento para investigar crimes semelhantes. 

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