PF prende cinco pessoas por golpe milionário a servidores públicos

Quadrilha chegou a desviar R$150 mil por mês com associações fantasmas

Cinco pessoas foram presas e outras nove conduzidas para depoimento
Cinco pessoas foram presas e outras nove conduzidas para depoimento RecordTV Minas

A Polícia Federal realizou nesta terça-feira (14) uma operação para desarticular uma quadrilha especializada em aplicar golpes contra servidores públicos federais. Ao todo, cinco pessoas foram presas. Segundo as investigações, o grupo é suspeito de criar falsas associações e promover descontos no contracheque de servidores sem a autorização deles.

Os suspeitos presos estão envolvidos no desvio mensal de mais de R$150 mil reais descontados dos salários dos servidores, em apenas uma das associações fantasmas mantidas pela quadrilha. As investigações da PF apontam para um golpe milionário, aplicado há aproximadamente 10 anos.

A fraude era investigada desde de outubro de 2015, quando servidores da Universidade Federal da Bahia perceberam nos contracheques descontos indevidos, com valores entre R$10 e R$120, como forma de contribuição associativa. Os integrantes da quadrilha criavam falsas associações e cobraram esses valores descontados em folhas.

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Segundo o delegado responsável pelo caso, Daniel Souza e Silva, os estelionatários tinham contatos com funcionários de instituições financeiras e com eles conseguiam listas com dados de servidores públicos, solicitando a contribuição sem a autorização das vítimas.

— As vezes a gente via que essa associação vendia um seguro, por exemplo. Encaminhava várias fichas para o servidor assinar e uma delas era usada para este desconto.

A maior parte dos funcionários públicos lesados eram aposentados e não percebiam as retiradas no contracheque. As vítimas só paravam de dar dinheiro para a quadrilha quando percebiam os descontos ou morriam.

Por trás do golpe, está uma família que reside em Justinópolis, em Ribeirão das Neves. Um pai e cinco filho tiveram o mandato de prisão expedidos pela Justiça, sendo que três deles foram cumpridos. Outros dois envolvidos foram presas por integrarem a quadrilha. Nove pessoas foram conduzidas coercitivamente para a Superintendência da Polícia Federal para prestar depoimento.

As fraudes também eram aplicadas contra servidores estaduais e municipais. As associações fantasmas funcionavam em pequenas salas em Divinópolis e Pará de Minas. Os endereços foram alvos de mandados de busca e o material foi apreendido.