Novo Coronavírus

Minas Gerais Plataforma conecta doadores e comunidades na luta contra a covid

Plataforma conecta doadores e comunidades na luta contra a covid

Em parceria com a UFMG, o Periferia Viva foi lançado há uma semana para atuar no combate ao coronavírus nas favelas de BH e região metropolitana

Grupo atua para reduzir impactos da covid-19 nas comunidades

Grupo atua para reduzir impactos da covid-19 nas comunidades

Divulgação/Periferia Viva

Belo Horizonte ganhou uma nova força-tarefa para atuar contra os efeitos sociais e econômicos da pandemia do coronavírus: o projeto Periferia Viva. Lançado na semana passada, é uma parceria da AIC (Associação Imagem Comunitária) com a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) para dar visibilidade e conectar possíveis doadores a mais de 150 ações de mobilização social nas favelas e comunidades da capital e região metropolitana. 

A ideia é associar as iniciativas e campanhas a quem possa contribuir e fortalecer com essa rede de solidariedade, que se construiu voltada para as áreas de segurança alimentar, saúde mental, informação e geração de renda.

Leia mais: Líderes comunitários lutam para afastar pandemia das favelas

Os voluntários do Periferia Viva trabalham em duas frentes. Por meio de rondas telefônicas diárias, a equipe entra em contato com as lideranças e coletivos para levantar as demandas locais. 

As informações coletadas são cadastradas no portal, onde estão georreferenciadas, por localidade e tipo de trabalho, as iniciativas de BH e da Grande BH. 

O objetivo é facilitar o contato entre quem quer contribuir e quem precisa de contruibuição. A presidente da AIC, Rafaela Lima, defende que a iniciativa veio para atuar onde a vida está mais ameaçada. 

— O impacto do coronavírus nas comunidades é muito profundo. O que a gente tenta trazer é a dimensão positiva das iniciativas de combate que estão sendo tomadas. Para nós, fica ainda mais evidente como na periferia tem uma efervescência de iniciativas cidadãs.

Impacto nas favelas

Manter o isolamento social, principal maneira de conter a disseminação da covid-19, enfrenta a  barreira da alta densidade populacional nas comunidades brasileiras.

De acordo com Rafaela, a precariedade das condições de alimentação, moradia e saneamento fazem com que os moradores dos aglomerados estejam mais expostos à contaminação da doença. Assim como grande parte da população brasileira, a população também está sofrendo com a paralisação das atividades e, assim, da renda. 

— Está um quadro muito difícil. Já existe uma situação de precariedade, já tem gente passando fome. Estamos fazendo o esforço para que as pessoas fiquem em casa, mas sabemos que existem pessoas que, se não saírem para trabalhar, não têm o que comer.

Compre do pequeno

No site do Periferia Viva, além do mapa onde estão cadastradas as campanhas que estão recebendo doações, o usuário pode apoiar, ainda, iniciativas de trabalho de pequenos comerciantes locais. Uma maneira de transmitir solidariedade e, ainda, garantir que aquele negócio posso sustentar famílias, mesmo com a paralisação das atividades.

O Flores do Morro, por exemplo, é formado por um grupo de mulheres moradoras do aglomerado Morro das Pedras, na região Oeste de BH, que, a partir de oficinas de bordado e crochê, estão confeccionando máscaras de tecido para vender durante a pandemia. 

Negócios como bares e restaurantes, que tiveram que fechar suas portas para os clientes por tempo indeterminado, oferecem financiamento coletivo que podem ser trocados, futuramente, por diversos tipos de vales de serviços ou produtos quando o isolamento acabar.

*Estagiária do R7 sob a supervisão de Lucas Pavanelli

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