Polícia Civil indicia 3 por venda de diploma falso no Norte de Minas

Suspeitos enganaram até professores, que foram demitidos depois que descobriram que seus diplomas não tinham validade nas instituições

Empresa tinha sede em Montes Claros

Empresa tinha sede em Montes Claros

Reprodução / Google - Street View

A Polícia Civil indiciou três pessoas pelo crime de estelionato após concluir uma operação contra uma empresa que, segundo as investigações, vendia diplomas de cursos de ensino superior falsificados no Norte de Minas.

A operação, batizada de "Prova Final", cumpriu, nos últimos dias, quatro mandados de busca e apreensão contra as sedes da companhia nas cidades de Grão Mogol (dois mandados) e na sua filial em Montes Claros, no Norte do Estado, e em Belo Horizonte. 

Durante a operação, os agentes da Polícia Civil apreenderam talões de recibo da instituição de ensino, cheques e recibos de pagamento de vítimas, celulares, computadores, agendas, anotações e diplomas. 

Investigação

De acordo com a Polícia Civil, ao menos 18 pessoas, moradores de 15 cidades da região, foram vítimas do golpe. Os prejuízos superam os R$ 500 mil. De acordo com o delegado Jurandir Rodrigues César Filho, professores das redes municipal e estadual, em busca de aprimoramento profissional ou de segunda graduação foram enganados por uma "agenciadora" de uma instituição de ensino.

— Ela era responsável pela captação dos alunos. Eles se matriculavam nessa instituição e recebiam diplomas falsos. Alguns deles acreditavam que estavam matriculados em instituições reconhecidas da região mas, na verdade, não havia matricula nenhuma em seu nome.

Durante a fase de investigação, as vítimas foram ouvidas pela polícia e apresentaram provas, como documentos, recibos de mensalidades pagas e transferências bancárias. As vítimas também entregaram cópias de emails das faculdades responsáveis pelos diplomas, confirmando que os certificados não eram reconhecidos como autênticos. 

O inquérito policial já foi encaminhado à Justiça.