Minas Gerais Polícia Civil realiza operação para combater fraudes em Minas Gerais

Polícia Civil realiza operação para combater fraudes em Minas Gerais

Quadrilha é suspeita de movimentar mais de R$ 160 milhões em lavagem de dinheiro; mandados são cumpridos em BH, Contagem e Pará de Minas

Operação foi realizada pela Polícia Civil

Operação foi realizada pela Polícia Civil

Reprodução / RecordTV Minas

A Polícia Civil de Minas Gerais realiza nesta quinta-feira (13) uma operação para prender uma quadrilha suspeita de movimentar mais de R$ 160 milhões em lavagem de dinheiro e em fraude processual. Estão sendo cumpridos mandados de prisão e busca e apreensão em Belo Horizonte, Contagem e Pará de Minas.

De acordo com informações do delegado responsável pelo caso, Vinícius Dias, os crimes eram cometidos através da criação de cerca de 25 empresas, que aumentavam o capital social delas. Com o valor adquirido nos crimes, a quadrilha comprou imóveis de luxo no Buritis, na região Oeste de capital, sendo uma casa de 4.000 metros quadrados e outro apartamento no mesmo bairro. As investigações começaram há um ano atrás, em julho de 2017.

Segundo os investigadores, a quadrilha está envolvida em crimes de fraude processual (R$ 16.500.000,00), lavagem de dinheiro (Aproximadamente R$ 150.000.000,00), falsidade ideológica, falsidade de documento público, falsidade de documento particular, estelionato, uso de documento falso, dentre outras condutas criminosas.

A operação denominada "Apate" remete à mitologia grega. Apate era um espírito que personificava o engano, o dolo e a fraude.

O crime se processava através da formação de uma complexa organização criminosa, na qual realizavam avançadas e estruturadas manobras contábeis e empresariais procedendo a alterações e sucessões nos quadros societários das diversas empresas que eles criavam. Após isto, realizavam sucessivas elevações artificiais de capital social, com a aquisição e montagem de consórcios empresariais, visando a manipulação financeira para fraudar o mercado.

As empresas criadas fraudulentamente eram utilizadas para movimentar elevados montantes de dinheiro, sendo que os valores ilícitos adquiridos com os produtos dos crimes praticados, eram convertidos em valores lícitos retornando ao mercado já sob o controle de outras empresas. Inclusive, movimentavam montantes milionários em espécie, originados de outros estados do Brasil, tais como, Pará, São Paulo, Rio de Janeiro. Mato Grosso, dentre outros.

* Estagiário do R7, com supervisão de Pablo Nascimento

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