Minas Gerais Polícia investiga morte de mulher de 49 anos em clínica de BH

Polícia investiga morte de mulher de 49 anos em clínica de BH

Cláudia Barbosa Duarte fez lipoaspiração e abdominoplastia e começou a sentir dores após a cirurgia; clínica nega irregularidades

Mulher morreu após cirurgia plástica

Mulher morreu após cirurgia plástica

Reprodução/Google Maps

A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar as circunstâncias da morte de uma mulher de 49 anos em uma clínica no bairro Funcionários, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. O corpo de Cláudia Barbosa Duarte foi liberado na noite desta quinta-feira (24) do IML (Instituto Médico Legal) de Belo Horizonte.

Cláudia morreu depois de passar por uma cirurgia de lipoaspiração e abdominoplastia. De acordo com boletim de ocorrência registrado pela polícia, a paciente começou a se sentir mal no fim do dia, foi medicada por uma médica plantonista, mas afirmou a familiares que as dores não passavam.

Assustada com a situação, Cláudia teria se levantado abruptamente durante a madrugada e molhado o corpo. No início da manhã, a mulher foi encaminhada para uma sala de emergência, mas não resistiu.

Após a morte da paciente, a Polícia Militar foi chamada no local para registrar um boletim de ocorrência. O cirurgião responsável pela operação afirmou aos militares que a paciente passou pelos exames pré-operatórios que não indicaram impedimentos para o procedimento.

Uma irmã de Cláudia contou aos militares que desaconselhou a vítima a fazer a cirurgia, já que ela teria pressão alta. A mulher ainda relatou que o médico receitou um medicamento para emegrecimento que deveria ser aplicado na barriga. 

Procurado, o CRM-MG (Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais) informou que tomou conhecido do caso pela impresa e que "apurará os fatos em procedimento administrativo, sem antecipar juízo de valor". "Todo o procedimento corre em sigilo, em conformidade com o Código de Processo Ético Profissional, tendo o médico amplo direito de defesa e ao contraditório", completou o órgão.

Outro lado

Em nota, o CCI (Centro Cirúrgico Integrado) afirmou que a clínica é classificada como Hospital Dia e que tem alvará da Prefeitura de Belo Horizonte e autorização do CRM para a realização de cirurgias plásticas. A clínica também afirmou que o local dispõe de infraestrutura para a realização dos procedimentos e que o profissional responsável pela cirurgia é experiente. 

"Diante das lamentáveis intercorrências, todas as medidas indicadas foram adotadas imediatamente, sem que conseguissem reverter o quadro e impedir o óbito da paciente", disse a clínica.

Confira a nota na íntegra  

Em primeiro lugar, o procedimento se deu no CCI - Centro Cirúrgico Integrado, que é um hospital dia. Não há relação com a OdontoLógica. São empresas diferentes.

O procedimento se deu na manhã do dia 23/06, tendo sido finalizado 12:30.

Diante da solicitação de informações sobre o ocorrido, temos a informar que:

A instituição se trata de um HOSPITAL DIA, com alvará da Secretaria de Saúde e autorização do Conselho Regional de Medicina para a realização de cirurgias plásticas. Para tanto, conta com toda a infraestrutura exigida para tais procedimentos, internações e resposta a intercorrências.

O médico que utilizou nossas dependências para a cirurgia de sua paciente é devidamente habilitado, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, e tem anos de experiência no procedimento realizado. Todos os exames prévios foram exigidos pelo profissional, e demonstraram condições plenas de saúde da paciente para se submeter à cirurgia.

Ao longo de todo o pós-operatório a paciente esteve sob acompanhamento permanente e presencial de uma médica, inclusive durante o pernoite, com constante monitoramento de suas condições de saúde. Além da assistência médica integral, durante todo o tempo a paciente esteve também acompanhada pela enfermagem e por um membro da família. Diante das lamentáveis intercorrências, todas as medidas indicadas foram adotadas imediatamente, sem que conseguissem reverter o quadro e impedir o óbito da paciente.   

Em respeito à família e em atenção às disposições legais aplicáveis, não forneceremos outras informações sobre as circunstâncias do ocorrido, pelo que contamos com a colaboração de todos no respeito ao luto e à privacidade dos envolvidos.

O Hospital Dia mantém contato com o médico responsável pelo procedimento e com a família da paciente, e expressa seu mais profundo pesar. Aos familiares e amigos, estende suas condolências neste momento tão triste.

Permanecemos à disposição caso outros esclarecimentos sejam necessários.

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