Polícia Militar vai escoltar ônibus em BH para evitar novos ataques

Em seis dias, quatro coletivos foram incendiados na região metropolitana de Belo Horizonte; crimes podem ter sido ordenados por detentos

Ônibus são incendiados na Grande BH

Ônibus são incendiados na Grande BH

Record TV Minas

A Polícia Militar anunciou que vai escoltar os ônibus que forem sair da Estação São Gabriel, na região Nordeste de Belo Horizonte. A medida busca evitar novos ataques aos coletivos que passam pelo local.

As escoltas serão feitas a partir desta terça-feira (15), nas linhas que circulam entre 20h e 22h. Por não haver viaturas suficientes para acompanhar todos os ônibus, a Polícia Militar irá posicionar equipes em pontos estratégicos da região Norte e Nordeste da capital.

O pedido de escolta foi feito pelo Setra (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros) e pela BHTrans (Empresa de Transporte e Trânsito de Belo Horizonte). A medida também estenderá o horário de funcionamento da estação, que está fechando mais cedo nos últimos dias.

Ataques a ônibus

Nos últimos seis dias, quatro coletivos foram atacados na região metropolitana. Os três primeiros casos foram nos bairros Jardim Vitória, na região Nordeste, e no Jardim Felicidade, na região norte da capital. O ataque mais recente foi em Vespasiano, cidade da Grande BH. Na madrugada desta terça-feira (15), dois homens renderam o motorista do coletivo e atearam fogo no veículo.

Veja: Trio ateia fogo em ônibus em BH e deixa bilhete com motorista

A suspeita é de que os crimes tenham sido ordenados por detentos da Penitenciária Nelson Hungria, que fica em Contagem, na região metropolitana. Temendo novos ataques, a Estação São Gabriel, por onde passam as linhas que estão sendo alvo dos crimes, vem fechando mais cedo nos últimos dias.

Operação da PM

A Polícia Militar de Minas Gerais procura pelos suspeitos de terem incendiado quatro ônibus na região metropolitana de Belo Horizonte nos últimos dias. A ação também busca evitar novos crimes do tipo.

Pelo menos 80 policiais de cinco batalhões participam da Operação Fênix, entre eles agentes da tropa de choque e até um helicóptero da PM. As ações estão focadas nas regiões Norte e Nordeste da capital.

Os policiais pretendem identificar todos os suspeitos nos próximos dias. Segundo o major Rafael Cavalcanti, a expectativa é de que os envolvidos sejam detidos o mais rápido possível.

— As informações que já foram levantadas justificam a prisão preventiva dos suspeitos, que serão pedidas assim que eles forem identificados.

*Estagiário do R7 sob a supervisão de Flavia Martins y Miguel.