Minas Gerais População espera normalização de abastecimento na Grande BH

População espera normalização de abastecimento na Grande BH

Pessoas relatam que mesmo em dias que não estariam incluídas no rodízio de abastecimento faltou água nas torneiras das casas

  • Minas Gerais | Andréa Silva, da Record TV Minas

Agência Brasil/EBC

Famílias de bairros de Belo Horizonte e de municípios na Grande BH aguardam a chegada da água após a conclusão da obra provisória de uma adutora e a suspensão do plano de rodízio neste domingo (20). Em 1° de março, a adutora da Copasa (Companhia de abastecimento e Saneamento de Minas Gerais) na travessia do Rio Paraopeba, entre as cidades de Betim e Juatuba, na Grande BH se rompeu, comprometendo a capacidade de abastecimento de cerca de 1 milhão de habitantes. 

Poliana Cristina Guimarães é moradora do bairro Nova York, em Vespasiano, na região metropolitana e diz que está sem água desde a última quarta-feira (16). "A Copasa informa que é devido ao rodízio, simplesmente.Tenho duas crianças, uma de 2 anos e outra de 9 anos e já não sei mais como fazer. Estou pegando água com amigos e familiares de outros bairros", lamenta.

O desabastecimento afetou vários bairros na capital mineira, Betim, Contagem, Nova Lima, Vespasiano, Ribeirão das Neves, Santa Luzia, Lagoa Santa e São José da Lapa. Para resolver o a falta de água, a Copasa implantou o Plano de Rodízio em 8 de março e prometeu finalizar os trabalhos da tubulação em 18 de março. E companhia garantiu a conclusão do serviço e acabar com o rodízio neste domingo.

Durante um teste na ultima sexta-feira (17), a nova extrutura, que é provisória, chegou a apresentar um problema. A nova tubulação não suportou a pressão e o volume da água, mas os operários conseguiram fazer o reparo.

O diretor de operações da companhia, Guilherme Frisson, confirmou em entrevista ao jornalismo da Record TV que a data prevista de 18 de março, para finalizar os serviços estava mantida. " O sistema provisório volta a usar o recurso hídrico do Sistema Serra Azul para abastecer não somente Mateus Lemes e Juatuba, mas também Betim e outras regiões que compõem o Sitema Integrado Metropolitano, aliviando o sistema que são o Rio Manso e Várzea das Flores", informou o diretor.

A obra provisória consiste na construção de uma adutora de menor porte, paralela à que se rompeu no último dia 1°, em Juatuba, na Grande BH. Essa adutora provisória irá possibilitar uma recuperação de abastecimento do sistema Serra Azul na ordem de 600 a 800 litros de água por segundo.

No plano de rodízio ficou determinado que a cada três dias uma das quatro regiões ficou sem água. O abastecimento era interrompido às 22h e o retorno previsto era de 24 horas - algumas famílias chegaram a ficar três dias ou mais sem água.

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