Coronavírus

Minas Gerais Porteiro diz que falsa enfermeira oferecia recompensa por clientes

Porteiro diz que falsa enfermeira oferecia recompensa por clientes

Cláudia Mônica, investigada por vacinação ilegal em MG, teria oferecido supostas doses contra a covid-19 em troca de indicações

  • Minas Gerais | Luiz Gustavo, da Record TV Minas

Porteiro ainda não foi convocado para depor

Porteiro ainda não foi convocado para depor

Reprodução / Record TV Minas

O porteiro de um prédio de luxo de Belo Horizonte que gravou conversa com a falsa enfermeira suspeita de aplicar supostas vacinas da covid-19 em empresários da cidade afirmou à reportagem que Cláudia Mônica Pinheiro Torres de Freitas teria oferecido recompensa em troca de indicações de clientes interessados no imunizante.

"Ela falava que se a gente arrumasse algum cliente para ela, ela nos vacinaria na portaria. Eu perguntei o preço [da vacinação] e ela disse que eram R$ 600. Eu a perguntei como ela conseguia [as doses] e ela fez um gesto de que seria "por debaixo dos panos", contou Geraldo do Carmo.

O homem ainda relatou que viu Cláudia Mônica no condomínio mais de uma vez.
— Eu já a vi na garagem. Ela disse que tinha ido com o motorista de um apartamento que eu não sei qual é.

O vídeo gravado por Carmo, divulgado pela Record TV Minas e pelo R7, foi feito no dia 22 de março deste ano, um dia antes de Mônica ser filmada aplicando supostas vacinas da covid-19, às escondidas, na garagem de uma empresa de ônibus em Belo Horizonte.

Nas imagens, ela responde algumas perguntas do porteiro, conta que cobrava R$ 600 pelo serviço e que o imunizante oferecido por ele ainda não estava disponível para o público em geral.

Carmo diz que não foi intimado para prestar depoimento e disse que está à disposição dos investigadores.

— Estou aqui. Se a Polícia Federal quiser me chamar, já tem três meses que vou trabalhar pensando se eles vão me chamar.

A reportagem tenta contato com a defesa de Cláudia Mônica.

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