Preço de insumos impede ampliação dos testes para covid-19 em MG

Representante do Governo Estadual destaca que empresa queria cobrar R$ 85,00 por um produto usado para fazer os exames que antes custava R$ 0,30

Governo diz que tenta aumentar o número de testes

Governo diz que tenta aumentar o número de testes

Pedro Gontijo/Imprensa MG

Representantes da SES (Secretaria de Saúde de Minas Gerais) afirmaram, nesta segunda-feira (8), que o aumento no preço de alguns produtos tem dificultado a ampliação dos testes de covid-19 no Estado.

João Pinho, chefe de gabinete da SES, conta que um exemplo “emblemático” do entrave foi o orçamento enviado por uma das empresas consultadas pelo Estado para fornecer os swabs – espécie de cotonete usado na coletar secreção nasal do paciente para realização do exame.

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Segundo Pinho, a companhia queria cobrar R$ 85 pela unidade do produto que antes era vendido a R$ 0,30. Com isto, o governo tem gastado mais tempo para encontrar os melhores preços.

— A gente vem com todos os nossos esforços tentando mitigar essas questões e procurar o melhor fornecedor. Minas tem tido muito sucesso nisto. No caso dos respiradores, por exemplo, foi a compra mais vantajosa financeiramente no Brasil.

Conforme já mostrou o R7, Minas está entre os Estados que menos testam os pacientes. Por enquanto, só estão sendo examinados os casos graves, profissionais da saúde, da segurança pública, detentos, moradores de asilos e indígenas.

Pinho ressalta, no entanto, que a SES trabalha para calcular quantos testes são necessários para ampliar os grupos atendidos. Segundo o representante do Governo Estadual, quando isto for possível, os laboratórios do Estado já têm capacidade de fazer as análises.

— A rede laboratorial tem capacidade de aumentar de forma muito representantiva as análises. A gente tem capacidade laboratorial ociosa hoje. Tão logo consigamos ampliar a coleta, vamos conseguir efetivamente fazer um maior número de testes.