Prefeito de Sete Lagoas (MG) é internado com coronavírus

Cidade que fica a 70 km de BH liberou a volta parcial do comércio na última semana; atendimento na prefeitura retorna nesta segunda-feira (4)

Castro diz que está medicado e passa bem

Castro diz que está medicado e passa bem

Divulgação / Prefeitura de Sete Lagoas

Duílio de Castro (Patriotas), prefeito de Sete Lagoas, a 70 km de Belo Horizonte, foi internado, neste domingo (3), após apresentar falta de ar e ser diagnosticado com covid-19.

De acordo com a prefeitura, o político foi levado para um hospital particular da cidade, por orientações médicas, e passa bem. Em um vídeo enviado a amigos, Castro relatou que está medicado e se recuperando.

Após a confirmação do diagnóstico, servidores que tiveram contato com chefe do Executivo da cidade na última semana foram orientados a ficar em casa e realizarem o teste para covid.

Ainda segundo a prefeitura, Castro vai ficar de quarentena pelos próximos 14 dias, conforme orientação da OMS (Organização Mundial da Saúde). O prefeito continua internado e não há previsão de alta médica.

O município tem, até o momento, sete casos confirmados de covid-19 e nenhuma morte registrada. Em toda Minas Gerais, há 2.347 pacientes infectados e 90 óbitos provocados pela doença.

Isolamento na cidade

Sete Lagoas foi uma das cidades que liberaram a volta parcial do comércio, seguindo as dicas do Governo do Estado. Desde a última quinta-feira (29), lojas foram autorizadas a funcionar em horários alternados, respeitando limite de clientes dentro dos estabelecimentos e regras de distanciamento.

Nesta segunda-feira (4), a prefeitura voltou a atender os cidadãos presencialmente. Os servidores vão trabalhar com horário reduzido, das 10h às 16h. Nesta semana, o comitê que monitora a proliferação da doença no município vai se reunir para avaliar o comportamento do vírus após a retomada dos serviços.

A cidade já havia tentado reabrir o comércio no dia 1º de abril, cerca de quase 15 dias após adotar as medidas de isolamento, mas um orientação do MPMG (Ministério Público de Minas Gerais), fez o executivo voltar atrás da decisão.