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Minas Gerais Prefeitura quer saber situação de moradores de Brumadinho

Prefeitura quer saber situação de moradores de Brumadinho

Prefeitura lança programa "Viva Brumadinho" para identificar demandas da população, que sofre seis meses depois de rompimento de barragem

Moradores se reuniram para relembrar os 6 meses da tragédia, nesta quinta (25)

Moradores se reuniram para relembrar os 6 meses da tragédia, nesta quinta (25)

Kiuane Rodrigues / Record TV

A Prefeitura de Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, lança nesta sexta-feira o programa "Viva Brumadinho". O objetivo é ouvir a população e estabelecer um diagnóstico da situação da cidade, que há seis meses convive com os impactos e consequências da maior tragédia humana e trabalhista do país. 

Em 25 de janeiro deste ano, a barragem 1 da mina Córrego do Feijão, da Vale, se rompeu, deixando 270 vítimas entre funcionários da empresa, terceirizados, turistas e moradores de comunidades como Parque da Cachoeira e Córrego do Feijão. O desastre trouxe impactos para toda a cidade, inclusive um aumento em cerca de 10% no número de moradores. 

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O programa deve organizar demandas de saúde, socioeconômicas e educacionais e buscar parcerias para conseguir solucionar os problemas. Isso deve ser feito, de acordo com a prefeitura, por meio de uma Central de Projetos e um Plano de Captação. 

O lançamento do programa está marcado para a tarde desta sexta-feira (26) e, de acordo com o prefeito Avimar Barcelos é importante oubir as famílias atingidas para priorizar as políticas públicas. 

— Temos recebido apoio dos governos federal e estadual e de empresas que estão se tornando nossas parceiras. Mas antes que os projetos cheguem prontos, temos que ouvir cada família do nosso município e priorizar as políticas públicas que vão ao encontro do que realmente as pessoas precisam.

A partir da próxima semana, agentes credenciados pela prefeitura irão de casa em casa com um questionário para mapear as necessidades de cada família e levantar a situação socieoeconômica de cada uma delas. 

Com base nesse questionário, a prefeitura espera identificar necessidades individuais e coletivas, como demandas por remédios, por exemplo, e conseguir traçar ações para resolver o problema.