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Minas Gerais Presidente afastado da Vale não comparece à CPI de Brumadinho

Presidente afastado da Vale não comparece à CPI de Brumadinho

Executivo enviou carta aos deputados em BH avisando que usou benefício de habeas corpus concedido pelo STF, que o desobriga de comparecer à reunião

Schvartsman pediu afastamento do cargo após orientação do MP e da polícia

Schvartsman pediu afastamento do cargo após orientação do MP e da polícia

Reuters / Ueslei Marcelino / File Picture

O presidente afastado da Vale, Fábio Schvartsman, não compareceu para prestar depoimento na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, que investiga o rompimento da barragem de Brumadinho, nesta quinta-feira (6). Em carta enviada aos deputados, o executivo informou que fez o uso do habeas corpus que o STF (Supremo Tribunal Federal) concedeu a ele, que o desobriga de ir à reunião.

A mensagem de Schvartsman foi lida pelo presidente da CPI, deputado Gustavo Valadares (PSDB). Durante pausa das audiências, o deputado André Quintão (PT), relator do caso, criticou a decisão do ex-presidente da mineradora.

— Existe aquele ditado. Quem não deve, não teme. A ausência de Fábio Schvartsman e a estratégia de blindagem dos escalões superiores revelam uma intencionalidade da Vale em não responder por suas responsabilidades no rompimento da barragem.

O executivo pediu afastamento das atividades na Vale, em março deste ano, após recomendação das Polícias Federal e Civil, e dos Ministérios Públicos Federal e Estadual de Minas Gerais.

Durante outra audiêcia da comissão nesta terça-feira (4), os parlamentares aprovaram um requerimento para a quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e de e-mail do diretor da companhia.

Como Schvartsman não compareceu à reunião da CPI, o grupo deve continuar os trabalhos durante o dia, ouvindo o especialista em construção de barragens Paulo Teixeira da Cruz e  Paulo Masson, responsável pelo desenvolvimento de estudo de geomonitoramento da barragem do Córrego do Feijão, rompida no dia 25 de janeiro, deixando 270 mortos e desaparecidos.