Minas Gerais Presidente da Câmara de BH, Gabriel Azevedo acredita que não será cassado

Presidente da Câmara de BH, Gabriel Azevedo acredita que não será cassado

Vereador avalia que processo de cassação é reflexo da atuação dele contra os problemas no transporte público da cidade

  • Minas Gerais | Pablo Nascimento, do R7

Presidente da Câmara acredita em continuidade do cargo

Presidente da Câmara acredita em continuidade do cargo

Lucas Eugênio / R7 - 05.10.2023

O presidente da Câmara de Belo Horizonte, vereador Gabriel Azevedo (sem partido), acredita que não vai perder o mandato de vereador durante o processo de cassação em curso contra ele. A avaliação foi feita pelo político, na noite desta quinta-feira (05), em participação no quadro MGR na Política, da Record TV Minas.

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"Durante o processo de abertura da cassação, vários colegas falaram: 'nós podemos até abrir o processo, mas não queremos te cassar'. Cada vez isto aumenta mais. Para cassar um vereador, são necessários 28 votos. Não temos 28 vereadores querendo tirar meu mandato porque eles sabem que tem um cara aqui que ama muito essa cidade e quer trabalhar muito por Belo Horizonte", declarou.

Na avaliação de Azevedo, o pedido de cassação do mandato é um reflexo da atuação dele em busca de melhorias no transporte público da cidade.

"Muita gente me falou: não vai mexer com pessoal dos ônibus. Não mexe com esse assunto de ônibus porque que vai dar problema. Foi muito difícil chegar um presidente da Câmara e falar que agora vai acabar com essa bagunça [no transporte]', comentou sobre a perseguição.

O parlamentar afirma que não cometeu quebra de decoro e não descumpriu o regimento conforme indicam as denúncias.

"De que me acusam? Duas acusações são de que fui ríspido com colegas vereadores. Isso é verdade. Eu realmente exagerei no tom e não poderia ter feito isso. Fui grosseiro com uma vereadora quando a gente tava discutindo a Lagoa da Pampulha, que me toca. Infelizmente a CPI [da Lagoa da Pampulha] foi melada. Eu fiquei bravo e xinguei uma vereadora. Isso não podia acontecer porque eu sou presidente da Câmara e tem que ter liturgia no cargo. Eu pedi desculpas e ela aceitou. Da mesma forma, estavam discutindo o Aeroporto Carlos Prates e eu fui muito ríspido com dois colegas. Esses fatos são verdadeiros, mas não podem ser motivos de cassação", pontuou.

Questionado sobre a relação com o prefeito Fuad Noman (PSD), Gabriel Azevedo disse que tenta melhorar os ânimos. 

"Nossa relação ficou muito ruim depois das negociações das passagens [de ônibus]. Já pedi desculpas ao prefeito e falei que estou disposto a sentar como ele. O prefeito é chefe do poder Executivo. Eu sou chefe do poder Legislativo. O povo quer nós dois sentados na mesa como gente grande resolvendo problemas", declarou.

Durante a entrevista, Gabriel Azevedo comentou sobre iniciativas para melhorar a mobilidade urbana e sugeriu projetos que podem ser adotados em áreas como saúde. Assista à íntegra da entrevista abaixo:

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