Novo Coronavírus

Minas Gerais Primeira diagnosticada com covid em MG relembra ameaça de morte

Primeira diagnosticada com covid em MG relembra ameaça de morte

Adriana Carrara afirma que foi acusada de "trazer o vírus" para o Estado; moradora de Divinópolis ficou 45 dias isolada

A empresária Adriana Carrara, primeira pessoa diagnosticada com a covid-19 em Minas Gerais, relembra que foi ameaçada de morte por moradores de sua cidade, Divinópolis, que fica a 120 km de Belo Horizonte, após divulgação do diagnóstico.

Adriana viajou para a Itália no início de 2020, quando a circulação do novo coronavírus ainda estava mais concentrada na China. A empresária conta que chegou a pesquisar sobre a situação do país antes da viagem.

— Eu pesquisei na internet e tinham oito mortos na Itália. Meu marido até questionou, mas a gente pensava que aquilo não ia aumentar muito.

Foi justamente durante as férias que a situação no país europeu começou a mudar. O vírus se alastrou, causando o fechamento de cidades e aeroportos. A família da empresária até tentou antecipar o retorno, mas foi impossível.

—  Não conseguimos, tivemos que ficar até o final das férias. Foi um período muito conturbado.

Ao retornar para o Brasil, a família usou máscaras e seguiu todas as orientações das autoridades de saúde. Chegando em Divinópolis, todos realizaram testes para a doença mesmo sem apresentarem sintomas. No dia 8 de março, Adriana descobriu que era a primeira pessoa em Minas infectada pelo vírus.

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A empresária afirma que ficou chocada com a notícia, e decidiu ficar 45 dias isolada em um quarto dentro da própria casa. Mas além da solidão, Adriana também enfrentou o preconceito e até mesmo ameaças de morte.

Empresária relembra ameaças de morte

Empresária relembra ameaças de morte

Reprodução / Record TV Minas

— Me falaram que eu tinha trago a doença para a cidade. Foi horrível.

Quatro dias após a confirmação do caso, Minas declarou situação de emergência em saúde pública e, uma semana depois, a Prefeitura de Belo Horizonte suspendeu o alvará de funcionamento de estabelecimentos com potencial de aglomeração.

Desde então, o Estado já confirmou 974.594 casos e 20.687 mortes. A capital mineira registrou 123.982 testes positivos e 2.902 óbitos. Já Divinópolis, terra natal da empresária, já confirmou 7.392 casos e 170 mortes.

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