Minas Gerais Professores de BH encerram "greve sanitária" após cerca de 2 meses

Professores de BH encerram "greve sanitária" após cerca de 2 meses

De acordo com Sind-Rede, professores estão sendo "pressionados" pela prefeitura e continuam contrários às aulas presenciais

  • Minas Gerais | Pollyana Sales, da RecordTV Minas

Greve dos professores durou cerca de 60 dias em Belo Horizonte

Greve dos professores durou cerca de 60 dias em Belo Horizonte

Divulgação/Sind-Rede

Os trabalhadores em educação da rede municipal de Belo Horizonte decidiram encerrar a "greve sanitária" iniciada no dia 26 de abril, quando os professores e demais servidores foram convocados pela prefeitura para retornarem aos trabalhos presenciais.

A decisão foi tomada em assembleia do Sind-Rede nesta terça-feira (15) e vale a partir da próxima segunda-feira (21), quando está previsto o retorno presencial de alunos de 6 a 8 anos nas escolas municipais de Belo Horizonte. Segundo a prefeitura, a greve chegou a afetar o funcionamento de 10% das instituições de ensino

De acordo com o sindicato, a decisão foi tomada devido a "pressões" contra a categoria. Em nota, o Sind-Rede/BH afirmou que o fim da greve foi aprovado "não por considerarem que a greve não era mais necessária para preservar a saúde e a vida dos profissionais, mas por entender a necessidade de um recuo neste momento, diante da forte pressão que a categoria tem sofrido em função do corte salarial, da perda de dobras e das transferências", diz o texto.

Segundo o sindicato, o entendimento é de que há descontrole da pandemia na cidade, "que estaria em onda vermelha se a prefeitura adotasse essa definição", além da falta de condições para que o protocolo sanitário voltado para as escolas fosse cumprido.

De acordo com a diretora do sindicato, Vanessa Portugal, a greve cumpriu o papel de esclarecer a população sobre os riscos do retorno presencial.

Volta às aulas

A decisão de suspender a "greve sanitária" é tomada no momento em que a Prefeitura de Belo Horizonte discute a ampliação do retorno às aulas presenciais, tanto na rede municipal, como na rede particular. 

O Comitê de Enfrentamento à Covid-19, da Prefeitura de Belo Horizonte, se reúne nesta quarta-feira (16), para definir os detalhes do retorno às aulas presenciais na capital mineira para crianças com mais de seis anos de idade. 

A Defensoria Pública do Estado e o Sinep (Sindicato das Escolas Particulares) cobram que a prefeitura autorize, ao menos que as salas de aula tenham uma ocupação máxima de até 50% dos alunos. O Executivo sinaliza com a permissão para que cada escola limite o retorno, em um primeiro momento, de até seis crianças por sala, por dois dias na semana. O prazo para definição se esgota às 18 horas.

Conforme as regras já anunciadas pelo Executivo, a partir da próxima segunda-feira (21), será autorizado o retorno presencial para crianças de 6 a 8 anos que estudam na rede pública municipal e de 6 a 12 anos de idade para quem estuda em escolas da rede particular. 

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