Minas Gerais Quadrilha que falsificava laudos toxicológicos para CNH é presa

Quadrilha que falsificava laudos toxicológicos para CNH é presa

Documentos eram apresentados para renovação da carteira de motorista ou para apresentação em empresas que exigem o laudo

  • Minas Gerais | Vanda Sampaio, da Record TV Minas

Coletiva da PCMG divulgou detalhes da investigação

Coletiva da PCMG divulgou detalhes da investigação

Divulgação / PCMG

Quatro pessoas foram presas em uma operação da Polícia Civil que desarticulou um esquema de falsificação de laudos toxicológicos usados para renovação de CNHs (Carteira Nacional de Habilitação) e para conseguir emprego.

As investigações da "Operação Loki" começaram há um ano em Barão de Cocais, a 90 km de Belo Horizonte. Além da cidade, nove mandados de prisão e busca e apreensão foram cumpridos na capital mineira e nas cidades de Ouro Preto, Contagem e Pedro Leopoldo. Foram apreendidos telefones e computadores. 

Segundo o delegado responsável pelo caso, o esquema funcionava quando uma pessoa contratava o serviço de um casal investigado, que mora em Barão de Cocais, para conseguir um laudo toxicológico falso, sem precisar realizar o exame. O valor do serviço era de aproximadamente R$ 2 mil. Com o resultado positivo do documento, as pessoas poderiam obter CNHs e conseguir empregos que exigiam a apresentação do laudo.

Outra pessoa investigada, que mora em Ouro Preto, a 96 km de Belo Horizonte, seria responsável por falsificar contas de luz e água no nome dessas pessoas, simulando que elas moravam em Barão de Cocais para que elas conseguissem dar entrada no processo na cidade.

Já o quarto integrante preso é de Belo Horizonte e trabalhava em um laboratório da capital. Ele seria o responsável por falsificar os laudos.

Além dos quatro suspeitos, que foram presos preventivamente, cerca de 30 pessoas também estão sendo investigadas por crime de falsidade ideológica, por contratarem o laudo falso. Segundo a polícia, não está descartada a descoberta de novos crimes. 

O inquérito será concluído em até 20 dias e os outros suspeitos serão indiciados.

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