Minas Gerais Ré em 19 processos, ex-estagiária do INSS é condenada pela 5ª vez

Ré em 19 processos, ex-estagiária do INSS é condenada pela 5ª vez

Mulher foi condenada por adulterar passagem de ônibus para fugir de interrogatório; ela já foi presa pela Polícia Federal por golpes na Previdência

Ex-estagiária do INSS é condenada pela 5º por fraude

Ex-estagiária do INSS é condenada pela 5º por fraude

RecordTV Minas

A Justiça condenou uma ex-estagiária do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) pelo crime de fraude processual. Essa foi a quinta condenação da mulher, que ainda responde por outros 14 processos.

Segundo o MPF (Ministério Público Federal), esta condenação foi motivada pelo fato de a ex-estagiária ter adulterado datas de passagens de ônibus para fingir que estava viajando justamente no dia de um interrogatório.

No dia 25 de janeiro de 2018, ela recebeu uma ordem para prestar depoimento no dia 5 de fevereiro. Quatro dias antes do interrogatório, ela pediu o adiamento, alegando que havia comprado passagens de ônibus para o período entre 1 e 7 de fevereiro.

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A Justiça decidiu investigar a alegação da mulher e percebeu que a data da passagem apresentada por ela era diferente da data presente no sistema da viação. A empresa de transportes informou que o bilhete havia sido emitido no dia 31 de janeiro de 2018, seis dias após a intimação.

A ex-estagiária confessou o crime de fraude processual, agindo de má-fé e de forma desonesta com a Justiça. Ela recebeu a pena mínima de três meses de detenção, que foi convertida em prestação de serviços à comunidade.

Outros processos

A mulher, que estagiou no INSS em 1995, já foi condenada quatro vezes por crime de estelionato contra a Previdência Social. Segundo a denúncia, ela fazia contato com pessoas que queriam aposentar sem ter direito ao benefício. A ex-estagiária aceitava documentos e informações falsas dos envolvidos e, em troca, recebia R$ 1.500 mais o primeiro benefício da pessoa.

Em novembro de 2014, ela foi presa pela Polícia Federal. Na época, ela já havia sido condenada em duas ações, mas havia substituído as penas por outras opções apresentadas pela Justiça. As investigações apontaram que, mesmo após as condenações, ela continuou praticando as mesmas fraudes. Ela ainda é ré em ourtos 14 processos criminais que tramitam na Justiça Federal em Belo Horizonte.

*Estagiário do R7 sob a supervisão de Lucas Pavanelli.

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