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Minas Gerais Secretário de saúde de BH é convidado a depor em CPI

Secretário de saúde de BH é convidado a depor em CPI

Deputados querem saber se a capital mineira descumpriu o Plano Nacional de Imunização ao deixar de vacinar profissionais de saúde

  • Minas Gerais | Lucas Pavanelli, do R7

Secretário de saúde de BH, Jackson Machado, foi convidado a depor em CPI

Secretário de saúde de BH, Jackson Machado, foi convidado a depor em CPI

Divulgação / PBH / Amira Hissa

O secretário municipal de saúde de Belo Horizonte, Jackson Machado, foi convidado para prestar depoimento no âmbito da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que apura as supostas irregularidades no processo de vacinação em Minas Gerais. 

O requerimento, assinado por cinco parlamentares - Roberto Andrade (Avante), Noraldino Junior (PSC), Guilherme da Cunha (Novo), Zé Guilherme (PP) e Sargento Rodrigues (PDT) - já foi protocolado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. 

O processo de vacinação realizado pelo município de Belo Horizonte foi criticado por deputados durante sessão da CPI dos Fura-fila, nesta terça-feira (30).

Representantes de entidades de profissionais de saúde, como médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e dentistas, compareceram à sessão e afirmaram que diversos trabalhadores da saúde, incluindo os que atuam na linha de frente no combate à covid-19, ainda não foram imunizados na capital mineira. 

De acordo com a presidente do CRM-MG (Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais), Cibele Alves, há ainda, cerca de 8 mil médicos para serem vacinados na capital mineira. 

— A situação mais crítica é em Belo Horizonte. Nós temos cerca de 140 mil profissionais de saúde, entre médicos, técnicos de enfermagem, enfermagem e fisioterapeutas e, me parece, que chegamos a vacinar 86 mil. 

Para o deputado Guilherme da Cunha (Novo), das cerca de 500 mil doses de vacinas encaminhadas para Belo Horizonte desde o início do processo de vacinação, cerca de 186 mil doses ainda não foram utilizadas e seriam suficientes para garantir a imunização dos profissionais de saúde. 

— Temos um excedente, ainda que descontemos a reserva da segunda dose a quem tomou a primeira, de 181.067 vacinas que Belo Horizonte recebeu, não aplicou a primeira dose, não aplicou a segunda dose, não aplicou nada. 

Sessão

Representantes dos Conselhos de Medicina, Enfermagem, Fisioterapia e Odontologia de Minas Gerais foram ouvidos pela CPI dos Fura-fila em sessão nesta terça-feira (30). Em seu depoimento, a presidente do CRM, Cibele Alves, também afirmou que haviam profissionais de saúde da linha de frente sem vacinação no momento em que servidores administrativos da SES-MG (Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais), incluindo o ex-secretário Carlos Eduardo Amaral, foram imunizados contra a covid-19. 

De acordo com Cibele Alves, em reunião com o CRM-MG, Carlos Eduardo Amaral, teria prometido que todos os profissionais de saúde seriam imunizados contra a covid-19 até o fim de fevereiro, mas o prazo não foi cumprido.

— O mês de fevereiro passou e não vimos a convocação de profissionais de saúde a não ser da linha de frente. Ao ser questionado pelo CRM, ele falou que, por questões de atraso na distribuição de vacinas do Ministério da Saúde, estavam com um atraso de 30 dias no calendário. Imaginamos que, até o fim de março, todos os profissionais de saúde seriam vacinados. Da mesma forma isso nao ocorreu.

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