Queda de barragem em minas

Minas Gerais Segunda barragem não se rompeu em Mariana, mas perigo ainda existe 

Segunda barragem não se rompeu em Mariana, mas perigo ainda existe 

Dez dias após tragédia, mineradora informou que Santarém não teve estrutura destruída

  • Minas Gerais | Do R7, em Belo Horizonte

Dez dias após orompimento de uma barragem em Bento Rodrigues, distrito de Mariana, na região central do Estado, a mineradora Samarco, responsável pelas estruturas, informou que somente a estrutura de Fundão desmoronou. De acordo com nota divulgada pela empresa, a barragem de Santarém foi danificada, mas continua em pé - há uma semana a informação era que as duas tinham sido destruídas pelo rompimento.

A Samarco esclareceu que "o maciço remanescente está íntegro mesmo estando parcialmente erodido. O mesmo aconteceu com a estrutura de concreto chamada extravasor/vertedouro, que poderá ser recuperada mesmo tendo um trecho em degraus danificado". 

Com danos no vertedouro e a erosão do maciço, o DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) alegou à reportagem do jornal O Tempo que a estrutura ainda pode desabar. Conforme Luiz Paniago, coordenador de fiscalização do órgão, a crista da barragem pôde ser vista durante um sobrevoo pela região. Ele afirma que Santarém está cheia e pode desmoronar. 

A Samarco ressaltou que uma empresa especializada em estabilidade geotécnica foi contratada para avaliar e monitorar constantemente as barragens de Santarém e Germano. Esta última apresentou trincas e está passando por obras emergenciais para reforço do dique. Mesmo assim, a companhia garante que o fator de segurança do maciço principal da estrutura está acima de 1,9, sendo que 1,0 significa que ela está em seu limite de equilíbrio.

Leia mais notícias de Minas Gerais no Portal R7

Experimente grátis: todos os programas da Record na íntegra no R7 Play

Ainda conforme a mineradora, as estruturas de barragem e de diques "encontram-se estáveis". A empresa mantém radares e inspeções diárias são realizadas pela equipe técnica. Além disso, estão sendo utilizados drones, escaneamento a laser e instrumentação geotécnica existente para a avaliação das condições das duas construções. 

Últimas