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Minas Gerais Sem confirmação de Zema, Kalil não vai à reunião sobre o MG Consciente

Sem confirmação de Zema, Kalil não vai à reunião sobre o MG Consciente

Governador de Minas não está na lista de participantes do encontro entre prefeituras e o Executivo Estadual para falar sobre o plano de flexibilização

  • Minas Gerais | Pablo Nascimento, do R7

Prefeitura de BH não aderiu ao programa estadual

Prefeitura de BH não aderiu ao programa estadual

Amira Hissa/PBH

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), cancelou a participação dele na reunião em que o Governo de Minas vai apresentar às prefeituras da Grande BH, nesta quinta-feira (6), os detalhes da nova versão do Minas Consciente, programa que organiza a flexibilização do isolamento social no Estado.

Segundo comunicado divulgado pela prefeitura da capital mineira, Kalil tomou a decisão após não ter a confirmação da presença do governador Romeu Zema (Novo) no encontro, até a noite desta quarta-feira (5).

A reunião acontece na Cidade Administrativa, sede do Governo de Minas, na região Norte de Belo Horizonte. Além dos prefeitos da Grabel (Associação dos Municípios da Região Metropolitana de BH), participam os secretários de Governo, Igor Eto, de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, e o secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico, Fernando Passalio.

Procurado, o Governo de Minas disse que “reitera a abertura ao diálogo” e explicou que vão ser esclarecidas dúvidas sobre o projeto. O Minas Consciente foi lançado em abril deste ano para orientar as prefeituras sobre como reabrir a economia de forma segura.

Inicialmente, a adesão ao programa era opcional. No entanto, o TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) determinou que os municípios terão que fazer parte do projeto ou seguir a deliberação 17, que praticamente autoriza o funcionamento apenas dos serviços essenciais.

Após a decisão, o Governo de Minas reviu as regras do programa e lançou uma nova versão que entrou em vigor quinta-feira. O texto prevê que 42% dos municípios mineiros já teriam condição de começar no plano pela segunda fase, abrindo estabelecimentos como bares, restaurantes, floriculturas e salões de Belo Horizonte.

A Prefeitura de Belo Horizonte ainda não tem previsão de aderir ao plano. Nesta quinta-feira também começou a valer a primeira fase do projeto de flexibilização da capital, autorizando a volta de lojas de calçados, roupas, tanto nas ruas quanto em shoppings centers.

Caso BH fizesse parte do Minas Cosciente atualmente, a cidade só poderia autorizar a abertura dos serviços essenciais.

Veja a íntegra da nota do Governo de Minas:

“A Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte (Granbel) solicitou uma reunião técnica com os secretários de Governo, Igor Eto, de Saúde, Carlos Eduardo, e com o secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico, Fernando Passalio, para tratar sobre o Minas Consciente. O Estado prontamente atendeu à demanda e agendou um encontro para esta quinta-feira (6/8).

Durante o encontro, estão sendo esclarecidas as dúvidas e recebidas sugestões sobre o programa. O Governo reitera a abertura ao diálogo e o apoio às prefeituras. O Minas Consciente passou por aprimoramento recente que contou com a participação e sugestões da sociedade mineira, da Associação Mineira de Municípios, do Ministério Público, dentre outros atores. Foram analisadas 630 contribuições, que resultaram em um dos programas mais inovadores e participativos do país.”

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