Sem dinheiro, Minas não vai fazer testes em massa contra covid-19

Segundo o governador Romeu Zema, dificuldade de comprar testes é outro problema; Estado lançou hoje, plano para orientar prefeitos a abrir comércios

Minas realizou 10.084 testes até o momento

Minas realizou 10.084 testes até o momento

Luca Zennaro/EPA/EFE/03-04-20

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), descartou que o Estado irá realizar um grande número de testes na população ou mesmo em pessoas que apresentarem sintomas que poderiam estar relacionados à contaminação pelo novo coronavírus.

Até o momento, os testes de diagnóstico de covid-19 têm sido realizados em pacientes graves. O Governo de Minas anunciou que já realizou 10.084 exames até o momento. 

Cidades da Grande BH flexibilizam isolamento e reabrem comércio

A declaração de Zema foi feita em entrevista coletiva nesta quinta-feira (23) em que lançou o plano "Minas Consciente", que orienta prefeitos a reabrirem os comércios de suas cidades

Segundo Zema, ele tem acompanhado o que aconteceu em países onde a pandemia foi agravada e que muitos deles, "que têm mais condição" fizeram uso mais amplos dos testes. 

— Já ampliamos a capacidade para 1.800 testes por dia, mas das pessoas testadas, menos de 15% tem acusado positivo para o novo coronavírus. Quanto mais número de testes melhor seria, mas isso não impossibilita o fato de estarmos fazendo uma mudança consciente.

Ainda de acordo com Zema, a realização de testes é cara e o "momento de dificuldade financeira e o fato de os testes não estarem facilmente disponíveis" são fatores que impossibilitam uma maior testagem em pessoas que apresentam sintomas da covid-19. 

Aumento da capacidade

O secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, afirmou que a capacidade de exames diários pela Funed (Fundação Ezequiel Dias) foi aumentada para cerca de 1.000 testes e que esse número poderia ser elevado, conforme a demanda. 

— Temos um número grande, de 800 a 1.000 exames diariamente, e esses exames incluem óbitos descartados e confirmados, pacientes internados, pessoas com restrição de liberdade e asilos, que estamos estudando e acompanhando. O que temos de capacidade hoje é superior à demanda que temos tido de exame. Pode haver um aumento da demanda e, com isso, temos a capacidade de ampliação de exames no estado.