tragédia brumadinho
Minas Gerais Sirene não foi acionada, dizem moradores de Brumadinho 

Sirene não foi acionada, dizem moradores de Brumadinho 

Corpo de Bombeiros confirmou que 200 pessoas estão desaparecidas, após o rompimento da barragem,  na tarde desta sexta-feira (25)

Moradores ficaram desabrigados depois de desastre

Moradores ficaram desabrigados depois de desastre

R7 Minas

Moradores de Córrego do Feijão, distrito de Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, afirmaram que a sirene que deveria ter alertado sobre o rompimento da barragem, nesta sexta-feira (25), não foi acionada. Segundo o Corpo de Bombeiros, há informações de 200 a 300 desaparecidos. 

A operadora de máquinas Maria Aparecida dos Santos, de 42 anos, teve a casa levada pela lama. A mulher relata que foi avisada por vizinhos.

— Eles gritaram e eu saí correndo. A cena da lama vindo foi aterrorizante.

A mulher  vivia no Córrego do Feijão com o marido e a filha de 9 anos. Por sorte e com a ajuda de amigos, toda família conseguiu se salvar. Mas agora, o futuro é incerto para eles.

— Meu vizinhos me gritaram e eu saí correndo. A cena da lama vindo em nossa direção foi aterrorizante. Se a sirene tivesse tocado, os rejeitos não teriam levado tantas pessoas.

Após sair da parte baixa da comunidade, Maria Aparecida ajudou a socorrer uma adolescente que estava no meio dos rejeitos.

— Eu vi ela batendo para não afundar e corri para puxá-la.

Irane relata que não ouviu sirene

Irane relata que não ouviu sirene

Pablo Nascimento/R7 MG

O pintor Irane Júnior de Jesus, de 20 anos, também relata que não ouviu o sinal de aviso da empresa. O rapaz conta que estava a caminho de casa quando foi avisado da tragédia. A mãe, Maria Machado de Jesus, de 55, conseguiu sair do imóvel onde eles moravam antes da construção ser coberta pela lama. Quando os dois se encontraram, eles já não tinham mais onde morar.

— Agora nós fomos trazidos aqui para esta escola e não sabemos como vai ficar nossa vida daqui para frente.

Sistema

De acordo com o tenente Pedro Aihara, do Corpo de Bombeiros, o Complexo Mina do Feijão contava com um sistema de alerta sonoro para casos de emergência. Contudo, não se sabe o motivo dele não ter sido acionado.

— A informação que se tem é de que as barragens eram equipadas com este sistema e que os funcionários haviam sido treinados para situações de emergência. Mas aparentemente o alarme não foi acionado.