Minas Gerais Suspeito de agredir mulher grávida e causar aborto vai a júri popular

Suspeito de agredir mulher grávida e causar aborto vai a júri popular

Mulher tentava fugir das agressões quando caiu com a barriga para o chão em Padre Paraíso; crime foi dois dias antes do parto

  • Minas Gerais | Lucas Pavanelli e Célio Ribeiro*, do R7

Suspeito vai a júri popular

Suspeito vai a júri popular

Divulgação

O TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) decidiu levar a júri popular um homem acusado de causar um aborto após agredir uma mulher grávida na zona rural de Padre Paraíso, a 560 km de Belo Horizonte.

O crime ocorreu em 2019. Segundo informações do Ministério Público de Minas Gerais, o casal namorava há um certo tempo e a vítima estava grávida de 9 meses de uma menina. Foi no período final da gravidez que o suspeito teria começado a agredir a vítima, possivelmente por causa de ciúmes.

Em depoimento, a mulher contou que, no dia do crime, o suspeito começou a discutir com ela, acusando-a de traição. O suspeito teria dado um soco no rosto dela e, na sequência, agredido a vítima com um pedaço de madeira.

A mulher tentou fugir da casa mas, no caminho, tropeçou e caiu com a barriga no chão, sendo agredida novamente pelo companheiro. A perícia apontou que a série de agressões causaram a ruptura do útero, matando o bebê apenas dois dias antes da data prevista para o parto.

Defesa

O suspeito está preso preventivamente desde 22 de dezembro de 2019. Os advogados do suspeito chegaram a pedir a liberdade provisória e a absolvição do acusado, alegando que o aborto teria sido causado pela queda e não pelas agressões. O suspeito chegou a afirmar, em depoimento, que não tinha intenção de matar a vítima.

Os dois pedidos foram negados pelo juiz Jorge Arbex Bueno, que alegou que a prisão do réu é necessária para a “manutenção da ordem pública” e para “preservar a integridade física e a vida da vítima”. A decisão foi confirmada posteriormente por um grupo de desembargadores.

O relator do caso, Marcílio Eustáquio Santos, destacou que existem provas contra o acusado e que não é necessário haver a vontade consciente de provocar o aborto na gestante. O réu deve ir a júri popular, e o julgamento ainda não tem data definida.

*Estagiário do R7 sob a supervisão de Lucas Pavanelli.

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