Minas Gerais Suspeito de matar enfermeira em MG afirma que namorava a vítima

Suspeito de matar enfermeira em MG afirma que namorava a vítima

Reginaldo de Souza alega que raptou Priscila para convencê-la a não terminar o namoro; Polícia Civil acredita em latrocínio

Polícia não acredita na tese de crime passional

Polícia não acredita na tese de crime passional

Reprodução / Redes sociais

O homem suspeito de roubar e matar uma enfermeira em Santana do Paraíso, a 240 km de Belo Horizonte, afirmou que mantinha um relacionamento com a vítima, que estaria tentando terminar o namoro.

Priscila Cardoso da Silva, de 35 anos, foi sequestrada na saída do posto de Saúde em que trabalhava na última segunda-feira (15). O corpo dela só foi encontrado no sábado (20), em Ipaba, a 35 km da cidade em que havia desaparecido.

De acordo com o delegado Alexandro Caetano, o suspeito, Reginaldo Ferreira de Souza, confessou o crime e alegou ter tido um “caso” com Priscila durante três meses, mas a mulher teria terminado o relacionamento. Souza teria, então, raptado a vítima, em uma tentativa de convencê-la a manter o namoro.

— Ele não aceitou a separação e raptou a vítima para conversar com ela. A alegação dele me parece sem nexo [...], pois ele sequer soube informar o nome completo da vítima, a idade dela nem amigos em comum. Ninguém sabia desse relacionamento.

O suspeito foi identificado por familiares através das imagens das câmeras de segurança de um bar que fica em frente ao posto de Saúde em que ela trabalhava. Souza já tem passagens por tentativa de latrocínio e homicídio consumado. O delegado acredita que o crime tenha sido planejado.

— Foi planejado anteriormente. Ele sabia os hábitos da vítima, a hora que ela saía do serviço.

O carro da vítima foi localizado em um desmanche em Teixeira de Freitas, na Bahia, já com algumas partes do veículo retiradas. Já o suspeito foi preso em Guarapari, no Espírito Santo, onde tinha familiares.

Apesar das alegações de crime passional, a Polícia Civil acredita que o caso se trate de um latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte. Exames ainda vão analisar a possibilidade de abuso sexual.

*Estagiário do R7 sob a supervisão de Flavia Martins y Miguel

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