Coronavírus

Minas Gerais Suspensão de lote da Coronavac não deve afetar vacinação em BH

Suspensão de lote da Coronavac não deve afetar vacinação em BH

Cidade recebeu 2.720 doses, que seguem armazenadas até decisão da Anvisa; MG recebeu 823 mil doses e repassou 20 mil às regionais

  • Minas Gerais | Célio Ribeiro*, Do R7

Prefeitura aguarda determinação da Anvisa

Prefeitura aguarda determinação da Anvisa

Amanda Perobelli/Reuters

A suspensão de um lote com 21 milhões de doses do imunizante Coronavac pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) não deve afetar a campanha de vacinação contra a covid-19 em Belo Horizonte.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a capital mineira recebeu 2.720 vacinas vindas do lote 202107101H. A carga foi interditada pela Anvisa por ter sido envasada em uma fábrica na China que não havia sido inspecionada pela agência.

A pasta informou que a carga não chegou a ser distribuída para os postos e pontos de vacinação e, por isso, nenhuma dose foi aplicada. Ainda segundo a Saúde, a aplicação da Coronavac na capital mineira segue normalmente. Nesta semana, o imunizante será aplicado, como segunda dose, em moradores de 33 anos (nesta segunda-feira, 6) e 32 anos (na quarta-feira, 8).

Distribuição em MG

Segundo a SES-MG (Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais), o Estado recebeu cerca de 823 mil doses do lote interditado pela agência. Destes, 20 mil foram repassadas para as URSs (Unidades Regionais de Saúde). A pasta determinou que essas vacinas voltem para a Central de Rede de Frio, onde ficarão armazenadas.

Tanto a prefeitura quanto o Governo de Minas aguardam as determinações da Anvisa para decidir o que será feito com os imunizantes interditados. A reportagem questionou a SES-MG sobre possíveis alterações na campanha de imunização do Estado e aguarda retorno.

Coronavac suspensa

A interdição cautelar do lote de 21 milhões de doses da Coronavac foi determinada pela Anvisa no sábado (4). A agência informou que a destruição e o uso dos imunizantes estavam proibidos no país, já que os medicamentos haviam sido envasados em uma fábrica não inspecionada pela Anvisa.

O órgão informou que a medida tem o prazo de 90 dias e tem o objetivo de “proteger a saúde da população”. Durante este período, a Anvisa vai avaliar a fábrica que realizou o envase das doses para saber se o local oferece “requisitos de qualidade, segurança e eficácia”.

*​Estagiário do R7 sob a supervisão de Flávia Martins y Miguel.

Últimas