tragédia brumadinho

Minas Gerais Termina sem acordo, 3ª reunião entre Vale e Governo de Minas

Termina sem acordo, 3ª reunião entre Vale e Governo de Minas

Uma nova reunião foi marcada para 17 de dezembro para tentarem chegar a um valor para a reparar danos causados pela Vale em Brumadinho

  • Minas Gerais | Camila Cambraia e Natália Jael, da RecordTV Minas

Moradores protestaram em frente ao TJ

Moradores protestaram em frente ao TJ

Akemí Duarte/RecordTV Minas

A terceira audiência de conciliação entre a mineradora Vale e o Governo de Minas para definir os valores que serão pagos pela empresa para reparar os danos causados pelo rompimento da barragem de Brumadinho terminou, mais uma vez, sem acordo. A quarta audiência de conciliação está marcada para dia 17 de dezembro.

Foram aproximadamente quatro horas de reunião, na sede do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, onde estavam, a portas fechadas, representantes do Governo de Minas, Ministério Público e da mineradora.

De acordo com o presidente do TJMG, Gilson Lemes, mesmo sem um acordo houve avanços.

- Se avançou muito na governança dos projetos elaborados, que ficarão a cargo do Estado e da Vale e da participação dos atingidos. Obras que serão implementadas para a recuperação do meio ambiente e terá a participação dos atingidos dentro da Asembleia Legislativa.

Do lado de fora do tribunal, moradores da bacia do rio Paraopeba, atingidos pela tragédia, protestaram, reivindicando participação na discussão dos termos do acordo.

Como não houve acordo, o prazo de pagamento do abono emergencial aos moradores afetados foi prorrogado mais uma vez, e será extendido até o dia 31 de janeiro.

Acordo

Os valores negociados entre Vale e Governo de Minas não têm relação com pagamentos de indenização que a empresa deverá fazer à população atingida. Eles são referentes apenas aos danos morais e econômicos cobrados pelo Governo de Minas.

O Estado pediu R$ 54 bilhões à Vale, entre danos econômicos e sociais, e a mineradora apresentou, como contraproposta, a intenção de pagar R$ 16,5 bilhões. O Governo de Minas diz ter rejeitado esse valor.

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