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Minas Gerais TJ nega habeas corpus a funcionários da Vale presos 

TJ nega habeas corpus a funcionários da Vale presos 

Oito empregados da empresa foram detidos, na última sexta-feira (15), durante investigação sobre o rompimento da barragem de Brumadinho

Oito empregados estão presos na Grande BH

Oito empregados estão presos na Grande BH

Reprodução / Record TV Minas

O TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) negou os habeas corpus solicitados pela defesa dos oito funcionários da Vale presos na última sexta-feira (15). A decisão foi proferida pelo desembargador Marcílio Eustáquio Santos, da 7ª Câmara Criminal, nesta quinta-feira (21).

Os empregados da mineradora foram detidos a partir de um pedido do MPMG (Ministério Público de Minas Gerais), após indícios de que eles trabalhavam em setores responsáveis por garantir a estabilidade da barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho.

Na decisão, o magistrado lembrou que as prisões foram devidamente fundamentadas em “circunstâncias concretas”, observadas durante a investigação da tragédia. Entre elas, a necessidade de resguardar a apuração dos fatos e colaborar com as equipes policiais.

O MPMG e a Polícia Civil ouviram todos os detidos, no Departamento Estadual de Investigações de Crimes Contra o Meio Ambiente da Polícia Civil, em Belo Horizonte, nos últimos seis dias. O conteúdo das conversas não foi divulgado.

A reportagem tenta contato com os advogados dos presos. A Vale foi procurada, mas ainda não respondeu à reportagem.

Veja quem são os presos:

     • Joaquim Pedro de Toledo – Gerente-executivo de geotecnia operacional

Ele era responsável por gerenciar a equipe que faz o monitoramento e manutenção da barragem rompida. Segundo o MP, “qualquer anomalia era a ele comunicada por seus subordinados”.

     • Renzo Albieri Guimarães Carvalho – integra a gerência de geotecnia

Responsável pelo monitoramento e manutenção da barragem rompida.

    • Cristina Heloiza da Silva Malheiros – integra a gerência de geotecnia

Responsável pelo monitoramento in loco e manutenção da barragem. Segundo a Justiça, ela foi “amplamente referenciada pela gestão da barragem I” nos depoimentos dos primeiros funcionários presos.

    • Artur Bastos Ribeiro – membro da gerência de geotecnia

Responsável pelo monitoramento e manutenção da barragem. Ele teria participado ativamente da conversa entre funcionários da Vale e da Tüv Süd nos dias 23 e 24 de janeiro deste ano, às vésperas do rompimento.


    • Alexandre de Paula Campanha – Gerente-executivo de geotecnia corporativa

Responsável por canalizar informações sobre questões de geotecnia, dentre elas a estabilidade de barragens. Segundo a Justiça, Campanha era responsável pela “regularidade formal das estruturas a partir do controle de revisões periódicas e auditorias técnicas”.

    • Marilene Christina Oliveira Lopes – membro do setor de gestão de riscos geométricos

Participava do gerenciamento de dados corporativos que avaliam a qualidade das estruturas. Integrava o setor que colocou a barragem I na “zona de alerta”.

    • Hélio Márcios Lopes da Cerqueira -  membro do setor de gestão de riscos geométricos
Participava do gerenciamento de dados corporativos que avaliam a qualidade das estruturas. Integrava o setor que colocou a barragem I na “zona de alerta”.

    • Felipe Figueiredo Rocha - membro do setor de gestão de riscos geométricos

Participava do gerenciamento de dados corporativos que avaliam a qualidade das estruturas. Integrava o setor que colocou a barragem I na “zona de alerta”.

Veja o antes e depois da área atingida pela lama:

R7