Trabalhadores da rede estadual de saúde de Minas fazem protesto

Enfermeiros e auxiliares protestam contra gratificação do governo, que é restrita aos médicos contratados para atender pacientes durante pandemia

Trabalhadores fizeram protesto

Trabalhadores fizeram protesto

Divulgação/Asthemg

Trabalhadores da rede estadual de Saúde de Minas Gerais fizeram uma paralisação nesta quarta-feira (15) para protestar contra uma gratificação paga pelo Governo de Minas a médicos contratados temporariamente para atuar no combate à Covid-19 na rede hospitalar do Estado e que não foi garantida a outras categorias.

Em meio à pandemia do novo coronavírus no Estado, que registrou nesta quarta-feira a 30ª morte por Covid-19, a paralisação foi convocada pela Asthemg (Associação Sindical dos Trabalhadores em Hospitais do Estado de Minas Gerais). Em frente ao Hospital de Pronto Socorro João 23, no centro de Belo Horizonte, enfermeiros, auxiliares e outros profissionais 

Em comunicado enviado à categoria, representantes do sindicato questionam a medida adotada pelo Governo de Minas de garantir um pagamento extra somente aos médicos e dizem que a atitude gera diferenciação na classe. A remuneração foi garantida por meio do decreto 47.914/2020 e, segundo a Asthemg, poderia chegar a R$ 6 mil. 

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Em entrevista coletiva concedida na tarde desta quarta-feira (15), o secretário de Estado de saúde, Carlos Eduardo Amaral, questionado sobre o pagamento da gratificação, disse que a verba é temporária e só será paga durante a pandemia da Covid-19 em Minas e que a medida foi necessária para que o Estado conseguisse contratar médicos para atuar na rede hospitalar estadual. 

— Em relação ao benefício aos médicos, eu não gostaria que fosse interpretado dessa forma (como diferenciação de categorias). Tivemos uma necessidade de contratação de recursos humanos para a Fhemig, para a recomposição do quadro e tivemos dificuldade com os médicos. Não apenas de preencher as vagas, mas até mesmo porque muitos médicos contratados estavam deixando a Fhemig para ir para outros locais, já que o salário estava muito diferente. Fomos forçados a fazer ajuste nos valores e essa gratificação é temporaria para que tenhamos recursos humanos nesse momento.