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Minas Gerais 'Trem da alegria', diz presidente da ALMG sobre 'fura-filas' no governo

'Trem da alegria', diz presidente da ALMG sobre 'fura-filas' no governo

Agostinho Patrus cobrou do Secretário de Saúde de MG explicação sobre vacinação de servidores do administrativo contra covid-19

  • Minas Gerais | Pablo Nascimento, do R7

Presidente da ALMG endureceu o tom

Presidente da ALMG endureceu o tom

Divulgação / ALMG / Clarissa Barçante

O presidente da ALMG (Assembleia Legislativa de Minas Gerais), Agostinho Patrus (PV), endureceu o tom e classificou como "trem da alegria" as possíveis irregularidades na vacinação de servidores do Governo Estadual contra covid-19.

As críticas foram apresentadas na tarde desta quarta-feira (10) após uma longa sabatina feita pelos deputados com o secretário de Saúde, Carlos Eduardo Amaral.

— Eu não posso finalizar estas palavras sem trazer o nosso profundo repúdio, de todos os mineiros, com o verdadeiro trem da alegria que foi criado na Secretaria de Saúde.

A denúncia relevada pelo R7 indica que o Governo Estadual vacinou servidores administrativos da pasta que não estariam nos grupos prioritários. Entre eles, os funcionários do almoraxarifado e da assessoria de comunicação. Trabalhadores em home office também foram convocados.

Leia também: Secretário de Saúde de MG diz que se vacinou para dar exemplo

Durantes a sabatina, os deputados pediram ao secretário a lista de servidores imunizados, indicando a relação deles com os grupos de prioridade. Amaral, no entanto, afirmou que irá consultar o setor jurídico para saber se é possível fornecer os dados aos parlamentares devido ao "sigilo médico".

Após o sinal de incerteza do secretário, Agostinho Patrus cobrou um posicionamento mais claro sobre o assunto.

— Se necessário, iremos abrir uma investigação para que tenhamos a lista. Se o Ministério Público está investigando, a Assembleia também vai investigar. Vamos cobrar de um a um os nomes.

CPI

Durante a tarde, os deputados começaram a organizar um pedido de abertura de CPI  (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar as possíveis fraudes na vacinação e um possível baixo investimento nas ações de combate à pandemia.

Até às 18h, 31 dos 77 parlamentares haviam assinado o documento, sendo acima dos 26 necessários para solicitar a CPI. Agora, a decisão está nas mãos do presidente da casa, Agostinho Patrus.

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