Minas Gerais UaiVac, TremVac ou CoronaTrem: usuários batizam vacina da UFMG

UaiVac, TremVac ou CoronaTrem: usuários batizam vacina da UFMG

Pesquisa para desenvolvimento de vacina contra a covid-19 em MG terá financiamento de R$ 30 milhões da Prefeitura de BH

  • Minas Gerais | Lucas Pavanelli, do R7 e Talyssa Lima, da RecordTV Minas

Desenvolvimento de vacina pela UFMG terá financiamento da Prefeitura de BH

Desenvolvimento de vacina pela UFMG terá financiamento da Prefeitura de BH

Reprodução/TV UFMG

Depois que a Prefeitura de Belo Horizonte confirmou um repasse de R$ 30 milhões para que a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) possa prosseguir com as pesquisas de uma vacina brasileira contra a covid-19, perfis de usuários de redes sociais começaram uma votação popular para batizar o novo imunizante. 

Dentre as opções mais comentadas pelos usuários estão trocadilhos com "vacina" e expressões típicas do "mineirês", como "trem" e "uai". UaiVac, TremVac e CoronaTrem aparecem entre as opções mais comentadas nas redes sociais. 

Veja: Acordo da Vale pode financiar vacina da UFMG contra a covid-19

Por enquanto, a vacina, que vai passar pelas fases 1 e 2 dos testes clínicos, é apelidada de SpinTec e é uma das mais que está em estágio mais avançado do Brasil. 

Pesquisa

Nesta semana, o prefeito Alexandre Kalil (PSD) anunciou que a prefeitura repassaria R$ 30 milhões para a continuidade da pesquisa, dividido em parcelas mensais. O financiamento é fundamental para que a UFMG consiga avançar da fase pré-clínica para as etapas 1 e 2 dos testes clínicos da vacina Spintec, desenvolvida no CTVacinas da universidade.

A primeira parcela, estimada em R$ 6 milhões, deverá ser liberada já no mês de maio. As outras serão transferidas até dezembro, conforme proposta apresentada pela UFMG e aceita pela Prefeitura.

A Spintec é uma das três vacinas em estágio mais avançado no Brasil. O suporte financeiro oferecido pela Prefeitura da capital mineira vai assegurar a continuidade das pesquisas.

A plataforma tecnológica usada no desenvolvimento dessa candidata vacinal consiste na combinação de diferentes proteínas para formar uma única, artificial. Esse composto, chamado de "quimera", é injetado no organismo em duas doses e induz à resposta imune. Por não usar exclusivamente a proteína S, na qual se dá a maioria das mutações, as chances de sucesso desse imunizante no combate às novas variantes são bastante elevadas.

Os testes irão passar por três etapas, a primeira com os primatas, os pesquisadores esperam ser autorizados a iniciar os experimentos clínicos em humanos, que serão divididos em três fases. As fases 1 e 2 deverão ser realizadas ainda este ano, e a fase 3, no início de 2022. Caso os testes confirmem a segurança e a eficácia da vacina, o imunizante deverá chegar ao mercado ainda em 2022.

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