Novo Coronavírus

Minas Gerais UFMG abre vagas para voluntários em teste de vacina contra covid-19

UFMG abre vagas para voluntários em teste de vacina contra covid-19

Estudo disponibiliza 800 vagas para profissionais de saúde que lidam diretamente com pacientes infectados com a doença na Grande BH

  • Minas Gerais | Caio Augusto*, do R7

Em Minas, vacina será aplicada em 800 voluntários

Em Minas, vacina será aplicada em 800 voluntários

Reuters - 26.05.2020

A UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) abriu, nesta quinta-feira (16), inscrições para voluntários que desejam participar dos testes da vacina chinesa contra a covid-19.

No total, serão disponibilizadas 800 vagas destinadas para profissionais da saúde, como médicos, enfermeiros e paramédicos que lidam diretamente com pacientes contaminados pela doença na região metropolitana de Belo Horizonte.

A universidade informou que vai manter as incrições abertas até que todas as vagas sejam preenchidas. A expectativa é que a vacina CoronaVac, desenvolvida pela biofarmacêutica chinesa Sinovac Biotech, comece a ser aplicada já na próxima semana.

A experimentação vai acontecer em várias partes do mundo. No Brasil, o estudo é coordenado pelo Instituto Butantan, de São Paulo. A UFMG foi escolhida como a representante da pesquisa em Minas Gerais.

Para participar dos testes, os voluntários deverão preencher os seguintes requisitos:

•  Ter mais de 18 anos;
•  Não ter sido contaminado pelo novo coronavírus;
•  Não  participar de outros experimentos;
•  Não estar grávida;
•  Não ter intenção de engravidar nos próximos meses;
•  Não apresentar doenças crônicas;
•  Não fazer uso de medicamentos contínuos;
•  Ter registro ativo no conselho profissional de seu ofício.

Caso o interessado se enquadre em todos os critérios, ele deverá entrar em contato com o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Fármacos do IBC UFMG, por meio do e-mail profiscovbh@gmail.com.

Testes

A fase 3 da vacina, que testa o antídoto em humanos, é a última antes da aprovação do medicamento. Caso ela seja concluída, precisa ser registrada pela Anvisa e distribuída gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde) em todo o Brasil.

O professor Mauro Teixeira, coordenador do CDPF (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Fármacos), do Instituto de Ciências Biológicas, que está a frente das pesquisas, explicou que a vacina envolve o uso do vírus morto e purificado, uma tecnologia conhecida e de eficácia já bastante comprovada para doenças como gripe, poliomielite e pneumonias, entre outras.

Além de Minas Gerais e São Paulo, participam dos testes os centros de pesquisas do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná e do Distrito Federal. No total, serão mais de 9.000 voluntários que participarão do procedimento.

*Estagiário do R7 sob supervisão de Pablo Nascimento

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