Minas Gerais UFMG adia início do teste de vacina contra covid da Johnson & Johnson

UFMG adia início do teste de vacina contra covid da Johnson & Johnson

Alteração na data foi anunciada após a fabricante americana pausar os estudos em função de "doença inexplicável" em voluntário de outra cidade

  • Minas Gerais | Pablo Nascimento, do R7

Reação de voluntário está em análise

Reação de voluntário está em análise

Wu Hong/EFE/EPA - 24.09.2020

A UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) anunciou, na manhã desta terça-feira (13), que vai adiar o início dos testes da possível vacina contra a covid-19, fabricada pela empresa americana Johnson & Johnson.

A decisão foi tomada após a fabricante do medicamento suspender os estudos do imunizante, na noite desta segunda-feira (12), depois que um dos participantes dos testes desenvolveu uma doença “inexplicável”. A companhia não informou qual reação o voluntário teve, mas indicou que a situação está sendo analisada.

Inicialmente, a UFMG planejava começar a testar a vacina em humanos nesta semana. Aproximadamente 2.000 voluntários vão participar da pesquisa na Faculdade de Medicina.

Agora, segundo comunicado da instituição, a nova data “será definida após a comunicação oficial com o posicionamento do comitê responsável sobre a natureza da reação adversa em questão e a recomendação de como o estudo deverá seguir”.

A faculdade recebeu, até o momento, 25 mil inscrições de interessados em participar do estudo. Ainda de acordo com a universidade, a pausa na pesquisa "é uma situação comum nessa etapa do estudo e mostra que a avaliação e vigilância dos efeitos adversos nos participantes estão funcionando".

Os interessados em participar dos estudos ainda podem se cadastrar por este link.

Outras vacinas

Os centros de pesquisa da UFMG também testam em profissionais da saúde a vacina Coronavac, da fabricante chinesa Sinovac. Os estudos do imunizante chinês não foram paralisados.

No mês de setembro, a AstraZeneca suspendeu por cinco dias os testes da vacina que desenvolve em parceria com a Universidade de Oxford, no Reino Unido.

A medida foi necessária após um dos voluntários também apresentar possíveis sintomas adversos, mas as análises não apontaram relação com o imunizante. A Universidade Federal de Minas Gerais não faz parte deste estudo.

Veja a íntegra da nota da UFMG:

"A Faculdade de Medicina da UFMG ainda não deu inicio aos testes com a vacina contra covid-19. No momento, a Instituição continua realizando o pré-cadastro de voluntários e já atinge a marca aproximada de 25 mil pessoas. A seleção desses candidatos será para testes de produtos vacinais ou anticorpos monoclonais para combater o vírus SARS-CoV-2 produzidos por diferentes empresas, de acordo com as definições da rede CovPN, da qual a Faculdade faz parte.

A data de início dos testes com a candidata a vacina da Johnson & Johnson será definida após  a comunicação oficial com o posicionamento do comitê responsável sobre a natureza da reação adversa em questão e a recomendação de como o estudo deverá seguir. Apesar disso, ressaltamos que a pausa nos testes da vacina anunciada nessa segunda-feira (12/10), é uma situação comum nessa etapa do estudo e mostra que a avaliação e vigilância dos efeitos adversos nos participantes estão funcionando."

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