Coronavírus

Minas Gerais UFMG desenvolve adesivo que protege superfícies contra covid

UFMG desenvolve adesivo que protege superfícies contra covid

Produto capaz de matar o coronavírus foi testado nos corrimãos e mesas do Aeroporto de Viracopos, em São Paulo

Pesquisadores da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) desenvolveram uma fita adesiva capaz de proteger superfícies contra o novo coronavírus por até 28 dias.

A fita é, na verdade, uma das possíveis aplicações do nanoativ, substância química capaz de matar vírus e bactérias criada em 2017 por pesquisadores dos Departamentos de Química e Odontologia da universidade. Com a chegada do novo coronavírus, uma empresa de tecidos e adesivos propôs aos cientistas que buscassem uma aplicação prática para o líquido.

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A equipe liderada pelo professor Rubén Sinisterra aceitou o ‘desafio’ e, em apenas oito meses, conseguiu aplicar o nanoativ em uma fita adesiva. Sinisterra esclarece que o produto tem autonomia de até 28 dias para higienizar a mão de quem encosta na fita e matar o vírus.

Adesivo é capaz de matar o novo coronavírus

Adesivo é capaz de matar o novo coronavírus

Reprodução / Record TV Minas

— A pessoa passa a mão na fita e a fricção ajuda a liberar o nanoativ. Ao mesmo tempo, se o vírus chegar no adesivo, ele morre.

Para saber se o material funcionava, a empresa decidiu testar a eficácia em um local com grande circulação de pessoas, o Aeroporto Internacional de Viracopos, em São Paulo. A fita foi instalada em corrimãos, mesas, cadeiras e outros pontos do terminal. Após 28 dias, uma análise mostrou que a substância permanecia ativa.

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Os pesquisadores buscam, agora, aplicar o nanoativ em outros itens, como jalecos e máscaras de proteção. A equipe de Sinisterra já conseguiu aplicar a substância em produtos de higiene pessoal, como gel, espuma e spray. Além de proteger contra o novo coronavírus, esses produtos ainda poderão ter fragrâncias variadas.

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