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Minas Gerais Vacinada em garagem, esposa de político diz que não está imunizada

Vacinada em garagem, esposa de político diz que não está imunizada

Gisa Andrade confirmou que pagou R$ 3.600 pela suposta vacina da covid-19 da falsa enfermeira de BH para ela e parentes

  • Minas Gerais | Pablo Nascimento, do R7

Esposa de Clésio Andrade confirma vacinação

Esposa de Clésio Andrade confirma vacinação

Geraldo Magela/02.07.2013/Agência Senado

A advogada Gisa Andrade, esposa do ex-senador mineiro Clésio Andrade, informou à reportagem, nesta terça-feira (20), que não está imune contra a covid-19, embora tenha tomado a suposta vacina aplicada por uma falsa enfermeira em uma garagem de ônibus em Belo Horizonte, no mês de março.

Em nota, Gisa relatou que fez um exame para tirar a dúvida e repassou o resultado negativo à Polícia Federal durante depoimento prestado nesta tarde.

Segundo a defesa de Gisa, a advogada confirmou que pagou R$ 3.600 para que ela, uma afilhada e quatro irmãos de Clésio Andrade recebessem os supostos imunizantes aplicados por Cláudia Mônica Pinheiro Torres de Freitas. O ex-senador já havia afirmado não viu se os parentes receberam as doses aplicadas na garagem da empresa Coordenadas, ligada ao Grupo Saritur, no bairro Caiçara, na região Noroeste de BH. Vídeos mostram o dia da vacinação.

Gise "disse que buscou imunização por ser portadora de doença crônica e por acreditar que a Constituição Federal lhe dá o direito de buscar a preservação de sua vida e sua saúde, visto que, pelo cronograma do SUS, só terá direito de se imunizar no ano que vem. Ela afirmou que não furou fila do SUS, pois acreditou estar adquirindo o imunizante da Pfizer, que não é oferecido no Brasil", informou a defesa da advogada. Clésio Andrade nega ter recebido o imunizante.

Além de Gisa, outras seis pessoas foram ouvidas pela PF nesta terça-feira. Entre elas, o presidente da Gasmig (Companhia de Gás de Minas Gerais), que também negou ter sido vacinado por Cláudia Torres.

Investigação

A Polícia Federal ainda não descobriu se as vacinas aplicadas pela falsa enfermeira Cláudia Mônica Pinheiro Torres de Freitas são falsas. Na casa dela foram encontradas seringas novas e usadas, soro fisiológico e imunizantes contra gripe.

Algumas pessoas que teriam contratado os serviços da mulher que é cuidadora de idosos fizeram exames que indicaram que elas não estão imunes contra a covid-19. Os laudos foram entregues à polícia e vão passar por perícia. Segundo a PF, a situação aumenta a suspeita de que as vacinas sejam falsas.

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