tragédia brumadinho
Minas Gerais Vale acabará com barragens que usavam método da que rompeu

Vale acabará com barragens que usavam método da que rompeu

Presidente da mineradora diz que medida será aplicada a 10 barragens e resultará na redução de 10% da produção de minério de ferro da empresa

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Barragem de Brumadinho causou ao menos 84 mortes

Barragem de Brumadinho causou ao menos 84 mortes

Pablo Nascimento/R7 MG

O presidente da Vale, Fábio Schvartsman, afirmou nesta terça-feira (29) que a mineradora vai devolver ao meio ambiente barragens como a de Brumadinho, que rompeu na última sexta-feira (25), causando ao menos 84 de mortes. Ele avalia que a medida custará R$ 5 bilhões à empresa.

De acordo com Schvartsman, a medida será aplicada a 10 barragens já interditadas da empresa e resultará na redução de 40 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, número que corresponde a 10% da produção anual da companhia.

"Dependendo da barragem, isso [a devolução dela ao meio ambiente] levará, no mínimo, um ano e, no máximo, três anos”, afirma o presidente da mineradora, que destaca a paralisação da mineração nas proximidades das barragens.

Apesar da decisão Schvartsman garante que laudos de estabilidade e auditorias "colocam as estruturas em perfeita estabilidade". "Resolvemos não aceitar apenas esses laudos e resolver de outra maneira", observa.

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Schvartsman lembrou ainda que a medida faz parte de uma análise feita após a tragédia de Mariana. Na ocasião, um laudo paralisou e tornou inativas 19 barragens, das quais nove já haviam sido devolvidas ao meio ambiente. "Sobraram 10, que estavam em projetos de descomissionamento. No entanto, a decisão da companhia foi que depois do desastre não podemos mais conviver com esse tipo de barragem”, completa ele.

A barragem de Brumadinho, no entanto, não figurava no laudo de 2015. Segundo um parecer emitido em 2018 por um órgão ligado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Minas Gerais, a Vale pretendia manter a exploração da unidade que rompeu pelo menos até 2032.