Vale retira oito pessoas, 30 galinhas e um pato de área de risco em MG

Três famílias estão em área de risco, próxima à barragem B3/B4 e foram retiradas pela mineradora; uma família optou por permanecer no local 

Barragem faz parte da estrutura da mina Mar Azul

Barragem faz parte da estrutura da mina Mar Azul

Reprodução/Google Maps

Oito pessoas, trinta galinhas, um pato, um cachorro e um gato foram retirados de uma área de risco em Macacos, distrito de Nova Lima, na região Metropolitana de Belo Horizonte, nesta terça-feira (28).

Eles estavam em uma área que pode ser atingida em caso de rompimento da barragem B3/B4, da Vale, que já está em nível 3 de atenção, o mais alto antes do colapso. De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Nova Lima, Marcelo Santana, um casal que também vive na área de risco se recusou a deixar sua moradia.

As pessoas retiradas pertencem a cinco núcleos familiares e foram levadas para hoteis da região. O animais ficarão em uma fazenda, onde receberão cuidados. A Defesa Civil da cidade mantém em sigilo o local exato da evacuação.

A barragem B3/B4 foi classificada como de alto risco em março de 2019. Em fevereiro, logo após o rompimento da barragem B1, também da Vale, em Brumadinho,a barragem, a estrutura subiu para nível 2 de risco, o que levou à evacuação de cerca de 200 pessoas, que ainda continuam foram de suas casas.

A evacuação de hoje aconteceu porque a Vale apresentou um novo estudo que amplia a área que poderia ser afetada pelos rejeitos em caso de rompimento.

Prevenção

Em nota, a Vale informou que a retirada das famílias tem caráter preventivo. A mineradora diz ainda que não houve alteração nos dados técnicos da barragem nos últimos meses e que "as últimas inspeções não detectaram anomalias".

Como a área onde fica a barragem tem sido muito castigada pelas chuvas, a Vale informa que "instalou bombas adicionais para aumentar a vazão da água dos reservatórios para os sistemas de drenagem" e que monitora a estrutura 24 horas por dia por meio de vídeo, radar e satélite.

A B3/B4 está inativa. Ela tem cerca de três milhões de metros cúbicos de rejeitos, cerca de um quarto do volume da barragem de Brumadinho, que tinha 12,7 milhões de metros cúbicos.