Novo Coronavírus

Minas Gerais Zema diz que tem “plano b” para vacinação contra covid-19 em MG

Zema diz que tem “plano b” para vacinação contra covid-19 em MG

Governador garantiu, no entanto, que a prioridade é aguardar o Governo Federal e disse que quem vacinar primeiro vai causar "tumulto"

  • Minas Gerais | Pablo Nascimento, do R7

Governador fez balanço das ações da Saúde em MG

Governador fez balanço das ações da Saúde em MG

Imprensa MG / Pedro Gontijo

Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, garante que o Estado tem um “plano b” para garantir a vacinação contra a covid-19 para toda a população, caso aconteça algum imprevisto com o Governo Federal.

Esta foi a primeira vez que o governador declarou oficialmente que Minas tem recursos para garantir os imunizantes, caso o Ministério da Saúde, responsável pela compra das vacinas, não consiga atender as demandas.

O anúncio foi feito durante coletiva no final da manhã desta segunda-feira (14). No evento, Zema destacou, entretanto, que a prioridade ainda é aguardar a campanha de imunização federal, que ainda não tem data prevista.

— Se jogarem uma bomba em Brasília e não pudermos mais contar com o Governo Federal, nós temos vacinas e fornecedores já mapeados. Temos recursos. Vamos separar os recursos que estamos contando caso alguma tragédia nacional venha a acontecer, uma situação hipotética.

Zema ainda criticou o posicionamento adotado por alguns políticos, como o governador de São Paulo, João Dória (PSDB), e o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), que já afirmaram terem comprado doses de vacinas contra a covid-19.

— Caso algum prefeito ou governador conseguisse alguma vacina homologada, o que não existe ainda, só estaria provocando uma corrida maluca. Um grande tumulto. O que teríamos seriam pessoas viajando para serem vacinadas.

Dívidas da Saúde

O pronunciamento foi realizado para apresentar os resultados da SES (Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais) nos dois primeiros anos da gestão Zema.

O médico Carlos Eduardo Amaral, chefe da pasta, avaliou que a secretaria seguiu as orientações do governador para reduzir gastos e conseguiu quitar dívidas atrasadas. Segundo Amaral, em 2019 a SES tinha R$ 380 milhões em pagamentos atrasados herdados da gestão anterior, de Fernando Pimentel (PT).

— Com as pendências, nenhum fornecedor tinha interesse em se relacionar com a Secretaria de Saúde. Isso impactava nas compras da SES, na aquisição de gasolina e até passagens aéreas para realização do nosso trabalho. Nós entramos em 2020 em condição de adquirir os suprimentos e equipamentos para o momento em que ninguém sabia que haveria uma pandemia.

Como saldo positivo dos últimos meses, Amaral ainda destacou que o governo quase dobrou o número de leitos em hospitais públicos. A quantidade de UTIs (Unidades de Tratamento Intensivo) passou de 2.072 para 3.920, enquanto os leitos de enfermaria passaram de 11.600 para 20.900

O secretário ainda lembrou que o Estado tem a menor taxa de mortes por covid-19 a cada 100 mil habitantes do país e destacou a criação de um programa de entrega de medicamentos gratuitos por meio de serviços de aplicativo, criado para evitar aglomerações nas farmárcias públicas durante a pandemia.

Últimas