Opas: Brasil deve manter medidas contra covid-19 com base científica

Jarbas Barbosa, subdiretor da entidade, disse que os processos de reabertura e encerramento do isolamento social devem seguir critérios técnicos

Brasil tem 58.314 mortes por covid-19; casos vão a 1.368.195, diz Saúde

Brasil tem 58.314 mortes por covid-19; casos vão a 1.368.195, diz Saúde

Ueslei Marcelino/Reuters

O braço da OMS (Organização Mundial de Saúde) nas Américas, a Opas (Organização Pan-Americana de Saúde) alertou para a necessidade de o Brasil manter medidas de contenção da covid-19 "com base científicas". A Organização lembrou que Brasil, México e Estados Unidos estão iniciando reaberturas enquanto a "pandemia ainda é crítica".

Jarbas Barbosa, subdiretor da entidade internacional, disse que os processos de reabertura e encerramento do isolamento social devem seguir critérios estritamente científicos e seguros e que o Brasil deve observar os dados de rastreamento seguros.

Questionado sobre a atuação do governo brasileiro para conter o avanço da covid-19, o diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis, Marcos Espinal, afirmou que a organização tem pedido repetidamente para o Brasil aumentar os testes de coronavírus e que o país vem sendo alertado para "observar corretamente aumento do contágio".

"O Brasil tem um exército de profissionais de saúde e um dos melhores sistemas de atenção primária da América e do mundo, e isso deve ser aproveitado", afirmou.

Espinhal disse ainda que a Opas tem feito alertas constantes ao governo federal brasileiro sobre o avanço da covid-19, sem fazer crítica direta ao governo federal. O diretor, no entanto, foi direto quando disse que governadores brasileiros têm independência "para fazer mais no controle da doença e não fazem".

Clarissa Etienne, diretora da organização, alertou para o crescimento acelerado da infecção na Argentina, Bolívia e Brasil, que devem ver o pico da covid apenas em agosto. "É preciso ter dados oportunos e confiáveis para encerrar a quarentena nessas regiões. Não devemos deixar de lado medidas que dão certo por pressões políticas", afirmou Etienne.