Folha de Pernambuco A profundidade virtual de José Guedes em exposição no Recife

A profundidade virtual de José Guedes em exposição no Recife

Depois de 15 anos sem expor na Capital pernambucana, o artista cearense traz à Cidade a mostra "Fênix", que terá vernissage nesta quinta-feira (5), na Amparo 60

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Depois de 15 anos sem expor na Capital pernambucana, o artista cearense traz à Cidade a mostra

Depois de 15 anos sem expor na Capital pernambucana, o artista cearense traz à Cidade a mostra

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Ícone simbólico de civilizações históricas, como a grega, egípcia e romana, a fênix - pássaro que renasce das cinzas após entrar em combustão - permeia movimentos artísticos históricos e contemporâneos como uma ode ao resgate e à reconstrução. A ave também está presente no título da nova exposição do artista cearense José Guedes, que traz a mostra pela primeira vez ao Recife, com vernissage para convidados amanhã, na Galeria Amparo 60, em Boa Viagem. Ao público em geral, a mostra estará disponível a partir da sexta-feira (6), com visitação de terça a sexta-feira, das 10h às 19h.

A Capital pernambucana é a sexta cidade pela qual passa a exposição, que já foi vista por gente no Rio de Janeiro, Fortaleza, São Paulo, Paris e Guayaquil. Na mostra, que tem texto crítico assinado por Daniela Bousso, José Guedes também leva a premissa do título: o resgate. As 19 peças presentes na mostra são recriações de obras famosas, as quais foram fotografadas pelo artista durante visitas a museus de todo o mundo. Os registros fotográficos foram impressos em alta qualidade, em papel tamanho A3 e amassados posteriormente. Depois desse processo, ele fotografou, cortou e imprimiu, digitalmente, as obras amassadas em alumínio. Como resultado, o público é surpreendido com um efeito tridimensional em obras que são impressas em duas dimensões.

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A concepção da exposição surgiu naturalmente, quando Guedes destruiu uma das impressões que havia feito de uma obra renascentista. “Esse trabalho surgiu de maneira interessante, porque, de repente, amassei aquele trabalho que eu tinha feito (de uma impressão de uma obra fotografada). Depois da destruição, veio a reconstrução e eu percebi que ali saía algo que a gente nem imagina. A partir daí, foi o estalo para fazer propositalmente com outras obras de arte”, conta o expositor.

É desconstruindo obras de ícones da arte que Guedes volta às suas origens

É desconstruindo obras de ícones da arte que Guedes volta às suas origens

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É desconstruindo obras de ícones da arte que Guedes volta às suas origens - Crédito: Divulgação

De acordo com José Guedes, a nova exposição sintetiza seus 47 anos de carreira, por mesclar diferentes elementos artísticos e marcar a presença da história da arte. “Sempre fui conhecido pelo meu trabalho com pintura, mas sempre procurei expandir as questões da pintura. Isso tudo aqui é dinâmico. Eu diria que esse trabalho é uma espécie de síntese dos quase 50 anos de arte. Tem essa relação com a pintura, cor, luz e a própria história da arte que eu tive esse diálogo, com aquilo que eu fui aprendendo vendo arte”, explica o artista, que, além das obras que traz ao Recife, ainda tem outras 200 no catálogo.

Retorno


Apesar da proximidade física com Pernambuco, o cearense passou 15 anos sem expor no Estado. Desta vez, ele foi convidado por Lucia Santos, nome à frente da Amparo 60, para inaugurar o calendário 2020 do equipamento cultural. “Antes mesmo de ter a galeria, minha mãe já conhecia o trabalho de Guedes. Eles já eram amigos. E, quando iniciei a primeira Amparo 60, o convidei para uma exposição, lá em 1998. Em 2004, também tivemos outra exposição, que já mesclava fotografia e pintura e foi um enorme sucesso. Ele é muito estudioso, curioso e uma pessoa que está inserida no mundo da arte”, ressalta a galerista.

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