Afinal, gordura faz bem?

Bacon e outros alimentos já foram condenados pelo índice de gordura

Bacon e outros alimentos já foram condenados pelo índice de gordura

Bacon e outros alimentos já foram condenados pelo índice de gordura

Folha de Pernambuco

Sempre que falamos em gordura a tendência é pensar o quanto ela pode fazer mal para o organismo. Para facilitar a nomenclatura técnica, ficou popularmente conhecida entre especialistas e pacientes como boa e ruim. A verdade é que a gordura se divide em alguns tipos de composição e está presente no dia a dia de muitos brasileiros. Alguns alimentos gordurosos, veja só, podem até serem incluídos em uma dieta balanceada se consumidos com prudência, é claro. Para usar esses artifícios de maneira favorável é importante ouvir o que instrutores, nutricionistas e nutrólogos tem a dizer a partir de exames do metabolismo de cada pessoa.

Os principais nomes quando se fala em gordura são as insaturadas, saturadas e trans. As duas últimas são enquadradas no grupo das que fazem mal à saúde, enquanto a primeira pode ser usada como fonte de nutrientes para síntese de hormônios e a garantia energia. “As gorduras insaturadas se dividem em mono e poli-insaturadas, no primeiro caso entram alimentos como o abacate, azeitona, azeite, amêndoas, avelã e banha animal, no segundo entra as sementes, castanhas, peixes, ômega 3, óleo de milho e girassol”, explica a nutricionista Eduarda Albuquerque. “Já as saturadas são aquelas que derivam-se de animais, leite, queijos, bacon frango, boi e todas as carnes processadas, as trans são os biscoitos, sorvetes, frituras, margarina, salgadinhos”, completa.

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Vilões?

Certos alimentos já foram alvo de polêmicas quanto ao índice de gordura ruim que eles podem ter. O bacon, ovos, óleo de coco e castanhas são alguns dos que entraram na lista do que se deve evitar ou ter o seu consumo reduzido. O primeiro citado pode ser encontrado nas pizzas, feijoadas e hambúrgueres de fast food, sempre apontado como vilão por ser derivado do porco e conter gordura, mas isso pode ser um equívoco. Quando substituímos as farinhas brancas, o ovo e o bacon por granola, iogurte, óleo de coco e outros itens tidos como “fitness”, grande parte das pessoas acredita que está criando hábitos saudáveis, mas, na verdade, podem estar fazendo o contrário, já que os produtos vendidos como benéficos são industrializados.

O bacon é considerado um alimento processado e, assim como outras carnes que passam pelo mesmo método, seu consumo não deve ser frequente ou adicionado na rotina diária. Outro boato que circulou durante um tempo era que consumir um ovo por dia aumentava os níveis de colesterol no sangue. O óleo de coco, usado de diversas maneiras entre alimentação e beleza, já foi mencionado como um alimento com muita gordura saturada, podendo aumentar a possibilidade de doenças cardíacas e câncer.

Por outro lado, ainda que eles possam apresentar pontos negativos, segundo especialistas, também podem ter fatores importantes. O ovo tem colina, nutriente para memória e cognição, e carotenóides, protetores oculares. As castanhas possuem minerais antioxidantes, como o selênio. Já a picanha e sua gordura, embora tenha menos benefícios, fornece ferro e proteína.

Generalizar alimentos como “bom” e “ruim” é um risco. Equilíbrio é chave para uma vida sem tanta restrição.“É importante observar a fonte alimentar daquela gordura, pois isso vai interferir na resposta metabólica do nosso corpo, como ganho de peso, inflamação, aumento do risco de ter doença cardiovascular”, aponta Eduarda.

Substituições saudáveis
(Segundo os nutricionistas Leonardo Pozza e Eduarda Albuquerque)

Procure receitas que não levem tanto óleo. Se for fazer um bolo que leva duas xícaras de óleo, use uma.

Nas preparações frias, como saladas, finalize com azeite de oliva, pois os nutrientes necessários estarão preservados.

Alguns óleos bons para consumir em temperatura ambiente: óleo de abacate (sacia e deve ser ingerido pouco antes das refeições) e óleo de gergelim.

Alguns óleos que devem ser evitados: todos os refinados como soja, girassol e canola.

Para aquecer, o óleo na carne pode ser substituído pela água da cebola para mantê-la úmida.

Confira o vídeo do nutricionista Leonardo Pozza sobre gordura boa e ruim:



Serviço:

Eduarda Albuquerque, nutricionista
Rua Otaviano Pessoa Monteiro, 9, Casa Caiada
Informações no
Instagram @eduardaalbuquerque.m

Leonardo Pozza, nutricionista
Av. República do Líbano, 251, Pina (Empresarial RioMar)
Informações no
Instagram: @nutrileopozza