Choques entre opositores e partidários do governo deixam 30 feridos na Bolívia

Também ocorreram confrontos em La Paz e Cochabamba (centro), com o registro de feridos, segundo a imprensa local

Também ocorreram confrontos em La Paz e Cochabamba (centro), com o registro de feridos, segundo a imprensa local

Também ocorreram confrontos em La Paz e Cochabamba (centro), com o registro de feridos, segundo a imprensa local

Folha de Pernambuco

Ao menos 30 pessoas ficaram feridas nesta segunda-feira em confrontos entre partidários e opositores de Evo Morales, na cidade de Santa Cruz, em meio à polêmica sobre a reeleição do presidente boliviano.

"Temos cerca de trinta feridos, há gente em estado grave no hospital que está sendo operada, um ferido a bala e outro, por objeto contundente", informou o secretário da Saúde de Santa Cruz, Oscar Urenda.

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Também ocorreram confrontos em La Paz e Cochabamba (centro), com o registro de feridos, segundo a imprensa local.

O bairro de 'Plano Três Mil', em Santa Cruz, a cidade mais próspera da Bolívia e base da oposição, foi o epicentro de violentos choques - com paus e pedras - devido a um piquete contra a reeleição de Morales para um quarto mandato obtido após uma apuração sob suspeita.

Em Cochabamba, que também está em greve e há piquetes, os incidentes deixaram quatro feridos, segundo o jornal Opinión.

Em La Paz, onde ruas foram bloqueadas, ocorreram choques entre opositores e mineiros ligados ao governo, que detonaram bananas de dinamite, causando temor entre a população.

Um opositor ficou ferido ao ser agredido por partidários de Morales, segundo imagens da TV local.

Em outras cidades, como em Potosí (sudoeste), Sucre (sudeste), Tarija (sul) e Trinidad (nordeste), também ocorreram bloqueios de ruas e estradas.

Morales afirma que a violência social é uma tentativa de golpe de Estado contra ele.

No poder desde 2006, Morales ganhou no primeiro turno das eleições de 20 de outubro, com 47,08% dos votos, contra 36,51 para Carlos Mesa, devido à vantagem de 10 pontos.