Comitê proíbe gestos políticos nos Jogos de Tóquio

Em comunicado, o Comitê Olímpico Internacional proibiu qualquer gesto ou mensagem de natureza política ou religiosa

Em comunicado, o Comitê Olímpico Internacional proibiu qualquer gesto ou mensagem de natureza política ou religiosa

Em comunicado, o Comitê Olímpico Internacional proibiu qualquer gesto ou mensagem de natureza política ou religiosa

Folha de Pernambuco

O COI (Comitê Olímpico Internacional) divulgou nesta quinta-feira (9) um comunicado detalhando que tipos de protestos não serão permitidos aos atletas durante os Jogos Olímpicos de Tóquio neste ano. O evento vai acontecer entre 24 de julho e 9 de agosto.

O texto foi desenvolvido pela comissão de atletas da entidade. Estarão vetados mostrar qualquer tipo de mensagem que possa ser interpretada como política, a exemplo de cartazes ou pulseiras; fazer gestos de natureza não esportiva, como sinal com as mãos ou se ajoelhar, e se recusar a seguir os protocolos das cerimônias.

Na semana passada, o presidente do COI, Thomas Bach, já havia adiantado que as autoridades não permitiriam manifestações políticas. "Há a necessidade de respeitar os outros atletas e seus momentos de glória e não tirar a atenção disso de nenhuma forma. Com demonstrações na área de jogo, na Vila Olímpica ou durante as cerimônias oficiais, a dignidade da competição estará destruída para todos os atletas", afirma o texto divulgado pelo COI.

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O comitê afirma que os atletas que quebrarem a norma estarão sujeitos a medidas disciplinares, embora não esteja claro quais poderão ser. A intenção do COI é evitar repetição de protestos que aconteceram em eventos esportivos recentes. Dois atletas norte-americanos foram advertidos pelo comitê olímpico do país por incidentes nos Jogos Pan-Americanos de Lima, no ano passado. O esgrimista Rance Imboden se ajoelhou durante a execução do hino e a arremessadora de martelo Gwen Berry ergueu o punho em protesto.

Também em 2019 nadadores da Austrália e Reino Unido se recusaram a subir ao pódio do Mundial de Natação com o chinês Sun Yang, acusado de estar envolvido em episódios de doping. Em 2016, durante os Jogos Olímpicos do Rio, o etíope Feyssa Lilesa, medalhista de prata na maratona, cruzou a linha de chegada com os pulsos cerrados e erguidos em formato de X, sinal de apoio aos protestos por liberdade em uma região do seu país.