Como uma onda...

A nova normalidade será diferente da normalidade que vivíamos antes de tudo isto acontecer. Mas, afinal, qual será a nova realidade?

A nova normalidade será diferente da normalidade que vivíamos antes de tudo isto acontecer. Mas, afinal, qual será a nova realidade?

A nova normalidade será diferente da normalidade que vivíamos antes de tudo isto acontecer. Mas, afinal, qual será a nova realidade?

Folha de Pernambuco

...Tudo que se vê não é

Igual ao que a gente viu há um segundo

Tudo muda o tempo todo no mundo

Não adianta fugir

Nem mentir

Pra si mesmo agora...

(Lulu Santos)

Assim como a música lançada por Lulu Santos em 1983, vivemos hoje um momento único de nossa história, pois não adianta fugir nem mentir pois tudo que se vê não é igual ao que a gente viu há um segundo...

Em um mundo que se acostumou a ter empresas, empresários, executivos buscando apenas resultados financeiros, e representantes do poder público sem uma visão real de Legado e Responsabilidade Social, a pandemia do Coronavirus/Covid-19 irá proporcionar um momento de grande reflexão para todos nós.

A nova normalidade será diferente da normalidade que vivíamos antes de tudo isto acontecer. Mas, afinal, qual será a nova realidade?

Convidado pelo Prof. Kenys Bonatti para ministrar a cadeira de Empreendedorismo e Inovação no MBA em Gestão de Negócios da UNIFBV/Wyden, exatamente no olho do furacão, tanto a instituição quanto os alunos e os docentes precisaram se adaptar rapidamente para um “Novo Mundo”.

Entre os desafios compartilhados por todos neste processo de reposicionamento digital e suas consequências, destaco a capacidade de sermos ágeis e abraçarmos, mais do que nunca, a diversidade de forma inclusiva, focando no SER HUMANO A COMUNICAÇÃO E O FUTURO DO PLANETA.

“A sociedade está mudando, pedindo soluções mais rápidas às questões mundiais. A humanidade precisa não só de diversidade, mas de inclusão, especialmente neste momento que o mundo passa”. Rainier Michael

Entre os temas recorrentes discutidos em sala de aulas, não deixa de ser curioso que empresas [seus líderes, na verdade] digam que querem fazer uma #TRANSFORMAÇÃO #DIGITAL. Pregam a mudança do #MINDSET enquanto, ao mesmo tempo, querem MANTER práticas analógicas [quando muito, digitalizadas]. PIOR, querem manter filosofias, políticas e estratégias analógicas que nem sequer podem nem ser digitalizadas.

“O mundo está “mudando” tão rápido estes dias que, ao falar que algo não é possível realizar, geralmente será interrompido por alguém que já está fazendo”. Elbert Green Hubbard

Na diplomacia, esta visão com responsabilidade social já é praticada por muitos países. Esta denominada Diplomacia Economia é um contraponto da Diplomacia Comercial. Sua importância consiste em aprofundar o entendimento da realidade além dos números. Em muitos casos, apesar de os números serem positivos e favoráveis, esses não estão gerando riqueza “real” para as comunidades envolvidas ou ainda, podem não ser alicerçados por um desenvolvimento social sustentável.

“Observo de forma repetitiva, entidades públicas e privadas louvando a melhoria dos resultados financeiros de crescimento econômico ou, ainda, do incremento dos índices de comércio internacional.

Essa é uma visão antiga, que analisa apenas os aspectos da Diplomacia Comercial focada somente nos resultados financeiros ao invés da Diplomacia Econômica que analisa junto os impactos sociais”. Rainier Michael

O pós-pandemia precisará de empreendedores inovadores que tragam produtos e serviços de Alto Impacto com Responsabilidade Social e Ambiental, com foco em Transformação, Legado e Governança Corporativa.

Esta será a nova realidade!

“A história é o grande espelho da vida: instrui com a experiência e corrige com o exemplo” Jaqques Bousset

Qual será o seu Legado? Você é um Changemaker? Um agente transformador?

*Empresário há 35 anos e presidente do Iperid (primeiro THINK TANK do Nordeste) – Instituto de Pesquisa Estratégica em Relações Internacionais e Diplomacia, Rainier Michael tem ampla experiência em trocas internacionais. O trabalho realizado por ele junto ao consulado esloveno, e designado “Diplomacia Econômica”, interpreta sob uma visão humana o desenvolvimento e o crescimento do Nordeste. Paulista de nascença, Michael se mudou para Pernambuco há dez anos, quando seus negócios no Estado cresceram de forma a tornar indispensável sua presença aqui. Seu comparecimento nos mercados pernambucanos, entretanto, é mais antigo do que isso. Antes de assumir o consulado, já era representante da DBG - Sociedade Brasil-Alemanha no Nordeste. É destacável, também, sua atuação enquanto presidente do Rotary Club Recife Boa Viagem. (colunadiplomacia@gmail.com)

*A Folha de Pernambuco não se responsabiliza pelo conteúdo das colunas.