Condutoras da Uber poderão escolher o perfil do passageiro

A novidade faz parte do programa 'Elas na Direção', que se expande em algumas cidades brasileiras, incluindo o Recife

A novidade faz parte do programa 'Elas na Direção', que se expande em algumas cidades brasileiras, incluindo o Recife

A novidade faz parte do programa 'Elas na Direção', que se expande em algumas cidades brasileiras, incluindo o Recife

Folha de Pernambuco

Mulheres que trabalham como motoristas do aplicativo Uber no Recife poderão, a partir deste mês, selecionar o perfil de passageiro que desejem atender de acordo com o gênero. Além disso, as condutoras têm acesso a um curso online de educação e um plantão exclusivo para suporte e esclarecimento de dúvidas.

As novidades refletem o objetivo da empresa de ampliar a participação feminina na plataforma, que, segundo a companhia, representa um percentual muito baixo em relação aos homens. Dos cerca de 600 mil motoristas que rodam com o aplicativo no País, apenas 6% são mulheres.

Na Capital pernambucana, a taxa cai para 3,2% (os números regionais absolutos não são divulgados pela companhia). “Não podemos abrir os dados dos outros países, mas sabemos que aqui é mais baixo”, informa a diretora-geral da Uber no Brasil, Claudia Woods.

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As ações fazem parte do programa “Elas na Direção”. Implantado em outubro do ano passado, nas cidades de Campinas (SP), Curitiba (PR) e Fortaleza (CE), o projeto está sendo expandido para cinco capitais: Recife, Belo Horizonte, Brasília, Goiânia, Manaus e Salvador. Desde o início de janeiro, outros sete municípios de menor porte, além de Porto Alegre (RS), vêm recebendo a iniciativa. A empresa estima que, nas cidades onde o programa é executado, a adesão de mulheres à plataforma cresceu 10%.

De acordo com a Uber, o programa foi gerado a partir de um levantamento feito em parceria com a Corporação Financeira Mundial (IFC, em inglês), órgão pertencente ao Banco Mundial. A pesquisa, que entrevistou mulheres de todo o mundo, buscou entender os entraves que afastam esse público de atuar no setor. Entre eles, está a insegurança. Segundo o estudo, 64% das mulheres ouvidas na América Latina relataram ter essa preocupação.

Por isso, a ideia de possibilitar que a motorista, por meio de um botão, opte por atender apenas passageiras mulheres. "Esse botão pode ser acionado ou desativado em qualquer horário. Se ela estiver passando por um local menos seguro e sair, pode ativar e, depois, tirar", explica Claudia Woods. A tecnologia será disponibilizada no aplicativo a partir de 30 de março.

Além da segurança, o projeto tem como eixos acesso a um veículo, educação financeira e suporte. Para isso, elas ganharão desconto de 10% para aluguel de carro e terão acesso a um curso online com aulas de planejamento, uso de tecnologia, controle de gastos e comunicação positiva. O conteúdo está disponível no site uber.com/u/elas-na-direcao.

As condutoras têm direito, ainda, a uma consultoria exclusiva no Centro de Atendimento da Uber, no bairro de Santo Amaro, área central do Recife. "Em 2020, estabelecemos a meta de R$ 5 milhões no enfrentamento à violência contra a mulher. E a autonomia financeira ajuda também a tirar a mulher desse ciclo [de violência]", lembra a diretora-geral Claudia Woods.

*O repórter viajou a convite da Uber