Copa do Brasil: o gatilho do Santa Cruz para 2020

Com estreia programada para quarta (5), Tricolor pode ganhar respiro financeiro em caso de boa participação no torneio mais rentável do País

Com estreia programada para quarta (5), Tricolor pode ganhar respiro financeiro em caso de boa participação no torneio mais rentável do País

Com estreia programada para quarta (5), Tricolor pode ganhar respiro financeiro em caso de boa participação no torneio mais rentável do País

Folha de Pernambuco

Ambição deve ser a palavra de ordem do Santa Cruz em sua estreia na Copa do Brasil, que acontece amanhã, diante do Operário Várzea-Grandense, pela primeira fase do torneio nacional, na Arena Pantanal. A bola começa a rolar às 21h30, mas os esforços do Tricolor devem estar concentrados no adversário antes mesmo de o árbitro autorizar o centro de campo. O motivo é justificável: caso avance à segunda fase, a Cobra Coral terá somado ao seu orçamento R$ 650 mil, além dos R$ 540 mil que já tinha direito pela participação no certame. Com a vantagem do empate, Itamar Schulle deve mandar a campo força máxima para trazer na bagagem o montante que pode ser o grande respiro do Santa Cruz no ano.

Não é de hoje que chegar longe na Copa do Brasil passou a ser uma das prioridades do Santa Cruz. A razão para isso, no entanto, não se resume à desenvoltura apresentada pelo time nos jogos, mas também ao mantimento do elenco para a sequência do ano. É através da competição nacional que a Cobra Coral pode angariar maior recurso para dar o gatilho básico de um clube de futebol, a manutenção dos salários dos atletas e do corpo de funcionários em dia, entre outras questões. Em outra ocasião, o ex-coordenador do Núcleo de Gestão do clube, Roberto Freire, revelou à Folha de Pernambuco que o planejamento orçamentário do Santa Cruz já está fechado para 2020, contando, inclusive, com o valor inicial da participação na Copa do Brasil.

Ultrapassar o primeiro grande desafio da temporada pode não ser simples, mas é encarado com otimismo. Por jogar a primeira fase longe de casa, o Tricolor precisa apenas de um empate para avançar à fase seguinte. Caso concretize o feito, a disputa passa a ser ainda mais desafiadora, dentro e fora de campo. Para os clubes que conseguirem assegurar vaga na terceira fase, a recompensa é ainda maior. No caso do Santa, o montante sobe para R$ 1,5 milhão. Na quarta fase vai para R$ 2 milhões. 

O Tricolor, inclusive, guarda boas lembranças dessa etapa. Apesar da eliminação nos pênaltis para o Fluminense, o Santa Cruz se despediu da competição no ano passado com gostinho de “quero mais”, após jogar de igual para igual contra o Tricolor carioca, no Arruda.

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