De volta ao Timbu, Kieza busca reviver melhor fase

Levantamento analisa o que aconteceu com atleta desde que deixou os Aflitos e o que é possível esperar dele em 2020

Levantamento analisa o que aconteceu com atleta desde que deixou os Aflitos e o que é possível esperar dele em 2020

Levantamento analisa o que aconteceu com atleta desde que deixou os Aflitos e o que é possível esperar dele em 2020

Folha de Pernambuco

Na memória afetiva do torcedor do Náutico, Kieza é sinônimo de gol. Nas duas passagens pelo Timbu, em 2011 e 2012/2013, o atleta marcou 43 gols em 70 partidas. Média de 0,61 por jogo. Foi artilheiro da Série B há nove anos, na campanha do acesso à Série A e, no ano seguinte, ajudou na classificação à Copa Sul-Americana. Após um hiato de seis anos, ele está de volta. Mas o que aconteceu com o centroavante desde que deixou os Aflitos? A Folha de Pernambuco levantou os números do jogador para entender o que ele fez no passado e o que é possível esperar da “versão 2020” do K9.

Após deixar o Náutico, no início de 2013, Kieza acertou com o Shanghai Shenxin, da China. No primeiro ano pelo clube asiático, o atacante marcou 11 gols, sendo o terceiro brasileiro mais goleador na Superliga Chinesa, ao lado de Rafael Coelho (Guangzhou R&F) e atrás de Edu (14, pelo Liaoning Whowin) e Elkeson (26, pelo Guangzhou Evergrande). Somando todo seu ano, o atleta fez 14 tentos - adicionando os três anotados com a camisa do Timbu ainda no início da temporada.

O ano de 2014 também foi dividido por passagens em dois clubes. Kieza começou no Shanghai, marcando dois gols em 11 jogos. Em seguida, assinou com o Bahia por empréstimo. Lá, ele fez seis gols em 22 jogos, fechando com oito tentos.

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A melhor temporada de Kieza pós-Náutico foi em 2015. Em 50 partidas no Bahia, o jogador marcou 29 gols, com uma média de 0,58 por jogo. O melhor desempenho foi na Série B, com 14 bolas na rede - ele foi o vice-artilheiro do torneio, atrás apenas de Zé Carlos, do CRB, que fez 19.

As boas exibições de Kieza convenceram a diretoria do São Paulo a desembolsar US$ 1 milhão (R$ 4 milhões na cotação da época) para contratar o atacante. A missão era substituir o ídolo tricolor Luís Fabiano, que fizera o caminho inverso ao seguir para o futebol chinês. Dois meses depois e com apenas duas partidas disputadas, sem gols, o centroavante se despediu do Morumbi e se transferiu para o Vitória.

A “Operação K9”, termo usado pelo Vitória para tratar da negociação, teve texto de apresentação inspirado em histórias de espionagem, recepção de torcedores no aeroporto e apresentação com festa em palco montado no estádio do Barradão. Os baianos desembolsaram o mesmo valor que o São Paulo tinha gasto em Kieza, além de ceder parte dos direitos econômicos dos pratas da casa Ruan Café e Giovane.

Muito investimento para um retorno tímido. De 2016 a 2018, Kieza disputou 80 jogos e marcou 25 gols. Seu melhor aproveitamento foi há quatro anos, com 13 gols em 46 jogos. Nos anos seguintes, os números caíram para 12 tentos em 31 confrontos (2017) e nenhum em 2018, com apenas três duelos.

Botafogo e Fortaleza foram os últimos dois clubes de Kieza. No carioca, ele participou de 51 partidas e marcou 11 gols, entre os anos de 2018 (40 jogos e 10 tentos) e 2019 (11 duelos e uma bola na rede). Em abril do ano passado, o atacante foi para o Tricolor do Pici, marcando apenas uma vez em 24 oportunidades.

Os anos de 2013 (0,53) e 2015 (0,58) foram os melhores de Kieza, com média acima de um gol a cada dois jogos. Em 2017, foi de 0,38%. Nos demais, variou na faixa dos 0,2 (0,24 em 2014, 0,27 em 2016 e 0,23 em 2018). O ano passado foi o mais fraco, com apenas dois gols em 35 compromissos (0,05). No Náutico, a expectativa é que o artilheiro de 33 anos recupere a boa fase e repita as exibições do passado, revigorando o status de ídolo.